Em relatório, os analistas Alexander Hacking e Stefan Weskott destacam que o guidance de produção da Vale é realista e estimam que a empresa pode até superar a previsão.
Outro ponto positivo é que os preços do níquel parecem estar próximos do piso. O banco calcula que a mineradora perdeu entre US$ 1 bilhão e US$ 2 bilhões no Ebitda (lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização) com a queda dos preços dessa commodity ao longo de 2023.
Sobre os ruídos recentes, além da incerteza sobre a sucessão do atual presidente, o banco destaca ainda dúvidas em relação às concessões ferroviárias da empresa e negociações envolvendo a Samarco.
“Esperamos que as duas primeiras questões sejam concluídas favoravelmente nos próximos dois a três meses (CEO favorável ao mercado e acordo ferroviário semelhante ao MRS). A Samarco demorará mais, mas esperamos que seja resolvido no segundo semestre”, afirmam.
Eles observam que é efetivamente impossível dizer se surgirão novas questões com o governo e lembram que o presidente Lula recentemente declarou que “as empresas brasileiras precisam concordar com o pensamento de desenvolvimento do governo brasileiro”.
O Citi destaca ainda que o desempenho fraco das ações da Vale no acumulado do ano (-15%), diante da baixa do minério de ferro, pode ser um fator crítico, mas o valuation (valor do ativo, cálculo em que é possível estimar o preço mais provável do ativo ou empresa em dado momento) da ação está “ok”, com rendimento de fluxo de caixa livre para a empresa (FCF) de 11% (esperado para 2024, com minério de ferro a US$ 120 por tonelada).