A retenção do pagamento de dividendos extraordinários foi alvo do maior número de perguntas dos analistas, todas respondidas pelos executivos da empresa, principalmente por Prates, que explicou algumas vezes que os recursos não seriam usados para outra função do que o pagamento de acionistas. E que, em algum momento, iriam retornar para os investidores.
Ele destacou a qualidade do desempenho da Petrobras no ano passado, “que foi bom e não foi influenciado por bônus, venda de ativos como refinarias, gasodutos, subsidiária importante (BR)”, disse, referindo-se à gestão anterior, quando o lucro da companhia bateu recorde de R$ 188,3 bilhões em 2022. O lucro da Petrobras em 2023, de R$ 124,6 bilhões, foi o segundo maior da história da companhia, ressaltou.
“Mesmo em meio a um cenário em que o preço do barril (Brent) caiu 18% e o crack/diesel caiu 23%, conseguimos bater 13 recordes operacionais incluindo maior produção de diesel S10, maior uso da capacidade de refino e maior processamento de gás da história da empresa dentre outros recordes em produção, refino, engenharia, gás, redução de emissões, patentes, diesel, logística, etc”, contabilizou Prates.
Ainda segundo ele, é missão do gestor equacionar o interesse de todos os stakeholders, disse, convidando todos os acionistas a continuar confiando na Petrobras. “Estamos mostrando que apesar de passar por desafios, este ano (2023) foi extremamente satisfatório e recompensador para todos os stakeholders. É nossa missão equacionar os interesses dos diversos stakeholders que a gente tem, e estamos fazendo um trabalho sério, ético, transparente e decente, e vamos mostrar que a Petrobras é um instrumento para investir”, concluiu o executivo.