“A sessão desta quinta-feira dos juros dos EUA foi melhor caracterizada como instável, com convicção limitada, à medida que os rendimentos continuam se consolidando na faixa pós-reunião do Federal Reserve (Fed)”, escreveu o analista Ian Lyngen, do BMO. Para ele, o viés de baixa nos rendimentos visto após o anúncio de juros do Fed reflete o fato de os dirigentes ainda preverem cortes de 75 pontos-base nas taxas neste ano, assim como a falta de qualquer indicativo mais hawkish – ou seja, agressivo. Predomina a mensagem de que o relaxamento monetário começará em breve, disse Lyngen.
Hoje, o BC da Suíça optou por cortar juros e o do Reino Unido, apesar de mantê-los, fez questão de frisar o progresso da desinflação, colaborando para manter o sentimento que o Fed deflagrou. “A agitação das reuniões de bancos centrais desta semana aponta para uma confiança crescente entre os formuladores de política na maioria das principais economias de que a inflação está a caminho de voltar à meta”, resumiu a Capital Economics. “Isso apoia a nossa previsão de que os rendimentos de títulos do governo de longo prazo cairão um pouco mais neste ano e provavelmente fornecerão mais combustível ao mercado de ações.”
Do lado altista, os yields dos Treasuries receberam apoio de um leilão de títulos atrelados à inflação (Tips) de 10 anos com demanda abaixo da média. Também houve suporte de dados mais baixos que o esperado de pedidos de auxílio-desemprego e mais fortes que o previsto de vendas de imóveis – sinalizando resiliência da economia frente ao aperto monetário.