“Estamos mais confiantes na recuperação da Tenda e acreditamos que as recentes medidas do Minha Casa Minha Vida [MCMV] poderão acelerar o processo”, destacam os analistas Fanny Oreng e Antonio Castrucci.
Para eles, embora a margem bruta da Tenda esteja se recuperando mais lentamente do que previam, acreditam que a implementação do RET 1, do FGTS Futuro e o potencial aumento dos limites das faixas de renda nos próximos meses poderiam acelerar o processo de recuperação da empresa.
Além disso, como apenas 4% da receita de 2024 deverá vir de projetos legados (2020-2021), o banco estima que seu valor bruto ajustado a margem poderá atingir 30% já no último trimestre deste ano.
“Este último, em nossa opinião, também deveria ser apoiado pela melhor rentabilidade de novas vendas e redução de impostos associados ao RET 1 para vendas de unidades da Faixa 1, além de provisões potencialmente mais baixas associadas a menores taxas pró-soluto concessões, que atualmente representam 11% das vendas, e podem diminuir um pouco ainda dada a implementação do Futuro FGTS, destaca o Santander.
No geral, o Santander também aumentou as premissas de lançamentos e vendas em 9% e 7% na média (2024-2026) para Tenda, estimando um lucro de R$ 123 milhões (+69%) em 2024 e de R$ 350 milhões (+29%) em 2025.