Na Comex, divisão de metais da New York Mercantile Exchange (Nymex), o ouro com entrega prevista para junho, contrato agora mais líquido, fechou em alta de 1,09%, a US$ 2.281,8 a onça-troy, novo recorde histórico. O metal estende os ganhos para a segunda sessão seguida em abril, após encerrar março com ganho acumulado de 8,94%.
A sequência de seis altas seguidas dos contratos é a mais prolongada desde 11 de março de 2024, quando o metal subiu por oito sessões consecutivas, segundo a Dow Jones Newswires.
Com o ouro em alta, o ímpeto poderia estar atraindo mais operadores para fundos negociados em bolsa, como o ETF VanEck Gold Miners.
As condições nos mercados, no geral, também podem ser favoráveis ao ouro, de acordo com Mike McGlone, analista da Bloomberg Intelligence. McGlone destacou a volatilidade moderada nos mercados acionários. O Índice de Volatilidade VIX, o chamado medidor de medo de Wall Street, permanece perto das mínimas de mais de uma década, mesmo depois de um pico na terça-feira, enquanto os rendimentos dos títulos do Tesouro seguem em alta.
O juro projetado pela T-Note de 10 anos subia a 4,3610% perto das 14h54 (horário de Brasília). Nesta terça-feira, dirigentes do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) voltaram a manifestar opiniões prudentes. A presidente da distrital de Cleveland, Loretta Mester, afirmou que é preciso ter mais informações sobre a trajetória da inflação, antes de decidir por corte de juros, e acrescentou que não espera ter o nível de informação necessário para essa decisão até a próxima decisão do Fed.
Com informações da Dow Jones Newswires