No fim da tarde em Nova York, o retorno da T-note de 2 anos avançava a 4,966%, o da T-note de 10 anos aumentava a 4,546%, e o do T-bond de 30 anos subia a 4,627%. O yield no vértice de 10 anos teve o maior avanço diário desde setembro de 2022, de acordo com a Dow Jones Market Data. Investidores já demonstravam ceticismo em relação ao ciclo de afrouxamento monetário dos EUA desde a última sexta-feira, quando o payroll apontou um mercado de trabalho robusto.
Mas a reprecificação geral se firmou de vez logo após a divulgação do CPI, que acelerou à taxa anual de 3,5% em março, acima do esperado. A curva futura agora aponta setembro como o primeiro mês em que a aposta por um corte na taxa básica do Fed emerge como majoritária, de acordo com plataforma de monitoramento do CME Group.
A ferramenta também indica como mais provável a possibilidade de a autoridade monetária reduzir juros apenas uma vez este ano. O reajuste puxou as taxas da renda fixa americana para cima, em uma escalada que ganhou gás na esteira de um leilão de US$ 39 bilhões em T-notes de 10 anos, que inspirou demanda abaixo da média.
Em seguida, a ata do Federal Reserve (Fed) reforçou que os dirigentes só esperam aliviar a política monetária quando tiverem “mais confiança” de que a inflação caminha sustentadamente de volta à meta de 2%. Alguns integrantes, inclusive, defenderam que as leituras mais elevadas de janeiro e fevereiro não devem ser descontadas como mero solavancos no processo de desinflação.
Neste contexto, o UBS decidiu postergar a previsão para o corte inaugural dos juros do Fed, de junho para setembro. “Esperamos agora apenas 50 pontos base de cortes nas taxas este ano, uma redução de 25 pontos base em setembro e a segunda na reunião de dezembro”, projeta.