A maioria dos ratings de bancos brasileiros está em perspectiva estável, refletindo a existência de instituições nacionais grandes e diversificadas, com capital e liquidez amplos e uma rentabilidade saudável. No entanto, as sensibilidades negativas dos ratings estão relacionadas ao rating soberano ou reduções significativas e sustentadas no capital do banco ou nos lucros operacionais e ativos ponderados pelo risco, diz a agência. A mais longo prazo, a pressão sobre os rendimentos e os spreads deverá ser compensada pela retomada da atividade de crédito.
O risco da taxa de juro pode, por sua vez, aumentar o risco de mercado para os bancos classificados pela Fitch, resultando na volatilidade da margem de juros líquida através da reavaliação dos empréstimos e do financiamento principal. Contudo, os riscos de mercado estão geralmente bem cobertos e os bancos estão estruturalmente bem posicionados para taxas mais baixas no atual ciclo de taxas de juro.
Segundo a Fitch, a nomeação de um novo presidente do Banco Central no final de 2024 também pode ter influência na orientação da política monetária. Contudo, isto dependerá da inflação interna e da dinâmica fiscal. As repercussões macroeconômicas dos conflitos globais e das políticas monetárias dos bancos centrais nas economias desenvolvidas poderão também continuar a ser um fator chave que limitará o ritmo da flexibilização monetária interna.
A agência espera que o crescimento econômico no Brasil desacelere para 1,7% em 2024, de cerca de 3,0% em 2023 e 2022, antes de cair para 2,1% em 2025.