Pela manhã, o custo unitário de mão de obra do trimestre subiu bem mais que o esperado, o déficit comercial recuou além do previsto em março e o número semanal de pedidos de auxílio-desemprego ficou estável. Com isso, os retornos chegaram a subir pontualmente, mas perderam fôlego ao longo do dia.
Hoje, a ferramenta do CME Group registrou aumento na probabilidade de cortes de 50 pontos-base nos juros pelo Federal Reserve (Fed) até o fim deste ano. Antes da decisão de juros de ontem e da coletiva de imprensa do presidente Jerome Powell, a probabilidade era de algo em torno de 25%. Perto das 17h (de Brasília), a chance para dois cortes era de 33,5%, contra 35% de chance de uma única redução de 25 PB.
Segundo o analista do Bank of America Yuri Seliger, a coletiva de imprensa do presidente do Fed ontem foi “dovish”. “O Fed sinalizou que qualquer flexibilização da política viria mais tarde do que o esperado anteriormente”, disse, mas, ao reconhecer que não haverá novos aumentos de juros, há uma força para o comportamento de compra dos títulos do Tesouro, o que derruba os rendimentos. A Capital Economics concorda, ao pontuar que a decisão de ontem reforça a expectativa de queda nos retornos, e o juro da T-note de 10 anos deve encerrar 2024 perto dos 4%.
*Com informações da Dow Jones Newswires