A votação em segundo turno na Câmara Municipal de São Paulo contou com 37 votos favoráveis e 17 contrários, dos vereadores presentes na sessão. A adesão da capital paulista ao plano de desestatização teve de ser levada à Câmara devido a uma lei de 2009, que determinava a extinção da parceria entre Estado e Município se houvesse a transferência do controle acionário da Sabesp à iniciativa privada.
O Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) chegou a determinar a suspensão da sessão, alegando que a votação não poderia ocorrer sem a realização de audiências públicas e apresentação de estudo de impacto orçamentário. O presidente da Câmara dos Vereadores, Milton Leite (União Brasil), minimizou o fato e prosseguiu a votação afirmando que os requisitos haviam sido cumpridos.
As ações da Sabesp acumulam alta de 9,98% desde o início de 2024, impactada, entre outras coisas, pela aprovação da privatização na Assembleia Legislativa de São Paulo (Alesp) em dezembro do ano passado. Nos últimos 30 dias, no entanto, a empresa sofre desvalorização de 0,71% de seus papéis.
*Com informações do Broadcast