Os analistas Antonio Junqueira e Guilherme Bosso explicam que, ao incorporar as taxas de revisão da RBSE, eles amorteceram a análise inicial de revisão tarifária, assumindo que o número final a ser definido pela Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) será cerca de R$ 0,5/ação pior do que o apresentado inicialmente. Dos R$ 4/ação adicionados ao preço-alvo, R$ 3/ação são provenientes da incorporação dessa revisão tarifária.
A equipe do Citi também comentou sobre os preços da energia de longo prazo implícitos na ação da Eletrobras, atualmente no patamar entre R$ 100 a R$ 110 por megawatt-hora (MWh). “Esse número é melhor que os R$ 90/MWh modelados em outubro de 2023, mas ainda é inferior ao preço implícito das demais geradoras. Na nossa opinião, isso está diretamente ligado à complexidade da empresa, (por enquanto) aos baixos dividendos e aos debates com o governo”, disseram.
Para os analistas, quanto mais simples e mais pagadora de dividendos a empresa se tornar, mais cara ficará a ação. O Citi mantêm recomendação de compra para a Eletrobras. No cenário mais otimista – com valorização de +R$ 20/MWh no preço futuro da energia, reduções mais intensas nos custos operacionais e diminuição nas provisões, o banco considera a ação poderia se valorizar a R$ 70, alta de 79%.