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Educação Financeira

Tragédia no Sul: reserva de emergência como aliada para minimizar prejuízos de eventos climáticos

As mudanças climáticas exigem dos brasileiros reforço no orçamento destinado para as reservas de emergência

Por Daniel Rocha

16/05/2024 | 14:20 Atualização: 16/05/2024 | 14:20

Prefeitura de Porto Alegre à esquerda e o Mercado Municipal à direita, alagados, após chuva intensa. (Foto: Gilvan Rocha/Agência Brasil)
Prefeitura de Porto Alegre à esquerda e o Mercado Municipal à direita, alagados, após chuva intensa. (Foto: Gilvan Rocha/Agência Brasil)

A tragédia no Rio Grande do Sul (RS), causada pelas fortes chuvas, trouxe um alerta importante para os brasileiros sobre a recorrência de eventos climáticos extremos nos próximos anos. A situação, além de acender o debate público sobre medidas de prevenção nas grandes cidades, adiciona mais um evento inesperado para o orçamento das reservas de emergência.

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Como o próprio nome já diz, os recursos são destinados para cobrir despesas não previstas, como problemas de saúde ou desemprego. Agora, com a ocorrência de temporais em vários estados brasileiros, os danos causados pelas mudanças climáticas também devem ser incorporadas no planejamento para minimizar os prejuízos ou garantir mínimas condições de recomeço às pessoas atingidas.

  • Leia mais: Tragédia no Sul: companhias listadas na Bolsa paralisam atividades; veja impactos

Os valores variam conforme a realidade de cada pessoa ou família, mas devem ser equivalentes ao custo de vida durante um período de 6 a 12 meses. Se houver uma previsibilidade de renda, o tempo a ser considerado no planejamento pode ser um pouco menor. “Um servidor público que possui mais estabilidade no emprego deve ter uma reserva equivalente a três meses do seu custo de vida. Para nós, esse volume já pode ser considerado suficiente”, diz Larissa Frias, planejadora financeira do C6 Bank.

Os recursos podem ajudar nos reparos físicos dos imóveis atingidos pelas chuvas ou, em situações mais graves, a arcar com despesas mais urgentes em casos de refúgio para locais mais seguros e menos suscetíveis a eventos climáticos extremos. Segundo dados da Defesa Civil do Rio Grande do Sul, até a última segunda-feira (13), mais de 617 mil pessoas se encontram desalojadas ou em abrigos espalhados pelas cidades gaúchas.

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Essa verba emergencial também deve ser acompanhada pela contratação de seguros que possam repor os danos em casos de perdas materiais. “Esses gastos devem ser contemplados dentro do projeto de planejamento financeiro destinado para a construção da reserva de emergência”, orienta Fernando Bueno, especialista de investimentos da Ágora.

  • Confira ainda: Chuvas no RS: quais são os direitos de quem perdeu uma casa financiada?

O custo final desse serviço vai depender do tamanho da cobertura contratada e também das características do imóvel, como localização e tamanho. As opções de seguro residenciais ofertados pela Caixa Seguridade, por exemplo, contemplam danos materiais causados por incêndios, explosão, fumaça, queda de raio na áerea do terreno do imóvel e quedas de aeronaves.

Mas caso o cliente esteja suscetível há eventos climáticos, há a possibilidade de adicionar coberturas voltadas para danos materiais causadas por vendaval, furacão, tornados, ciclones e chuvas de granico. Os planos também oferecem aos segurados assistências, como hospedagem caso a residência esteja inabitável por causa das chuvas e transmissão de mensagens urgentes.

Veja a simulação de custo de um seguro residencial da Caixa Seguridade:

COBERTURA Valor Importância Segurada
Incêndio, queda de raio, explosão e queda de avião R$ 300.000,00
Vendaval, furacão, ciclone, tornado e granizo R$ 10.000,00
Danos Elétricos R$ 10.000,00
Perda e Pagamento de Aluguel R$ 2.000,00
Valor do seguro 191,94 à vista ou 12x R$16,00*

 

“Para o Seguro Residencial é importante observar o que abrange cada cobertura e o limite de indenização de cada uma, que é personalizável e definido pelo cliente no momento da contratação”, informou a Caixa Seguridade em nota ao E-Investidor. Agora, caso o seu imóvel seja financiamento pelo Sistema Financeiro de Habitação (STH), você terá direito à cobertura de seguro habitacional abrange desastres ambientais, como s chuvas que atingiram o Rio Grande do Sul.

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Segundo a Superintendência de Seguros Privados (SUSEP), a modalidade prevê a cobertura de danos físicos ao imóvel dos segurados em casos, como incêndio, vendaval, desmoronamento total ou parcial, entre outras situações. Veja os detalhes nesta reportagem.

Como construir a reserva de emergência

A construção da reserva de emergência deve ser feita de forma planejada e adequada à capacidade de poupança de cada pessoa. Segundo os especialistas em educação financeira, o primeiro passo é compreender o seu custo de vida e priorizar o pagamento das despesas essenciais, como água, luz e alimentação. O restante deve ser dividido em custos variáveis, como lazer, e para os investimentos.

A organização pode ser feita por meio do método 50, 30 e 20 que consiste em destinar 50% dos recursos para o pagamento de dívidas essenciais, 30% para os gastos variáveis e 20% para a construção da reserva de emergência. Ao definir percentuais para cada mês, o exercício de poupar se torna mais factível para os trabalhadores com rendas variáveis, como os autônomos.

“O importante é a constância. Definir metas baseada em percentual dos rendimentos também pode ajudar, pois não importará o valor recebido, sempre terá algum valor para direcionar para investimento”, orienta Val Freitas, contadora e sócia da Repense Inteligência Financeira. A construção desse patrimônio precisa estar alinhado a uma estratégia de investimentos com liquidez diária e baixo risco que possam garantir às pessoas o saque imediato em situações de emergência. “Os produtos como CDBs, fundo DI e um Tesouro Selic são opções para esse tipo de reserva”, recomenda Frias, do C6 Bank.

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