No fim da tarde em Nova York, o dólar avançava a 155,41 ienes, o euro recuava a US$ 1,0869 e a libra tinha baixa a US$ 1,2669. O índice DXY, que mede o dólar ante uma cesta de moedas fortes, registrou alta de 0,11%, a 104,462 pontos.
Na agenda de indicadores, os pedidos de auxílio-desemprego dos EUA tiveram queda de 10 mil na última semana, a 22 mil, ante previsão de 218 mil dos analistas ouvidos pela FactSet. As construções de moradias iniciadas cresceram 5,7% em abril ante março, quando se esperava alta de 9,0%, enquanto a produção industrial ficou estável no país na mesma comparação, ante projeção dos analistas de avanço de 0,2%.
Após os dados de pedidos de auxílio-desemprego e construções de moradias, o dólar ganhou leve impulso, mas seguiu não muito distante da estabilidade. Além disso, entre dirigentes do Fed a presidente da distrital de Cleveland, Loretta Mester, afirmou que será necessário mais tempo para a retomada da confiança, após dados recentes de inflação. Com direito a voto nas decisões deste ano, ela qualificou os números da inflação no primeiro trimestre como “decepcionantes”.
John Williams, presidente da distrital de Nova York, avaliou que o índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) mais recente foi “meio positivo”, após dados “decepcionantes” recentes, mas acrescentou que o quadro ainda não era suficiente para um corte de juros.
Entre dirigentes do BCE, o vice-presidente Luis de Guindos reafirmou sua expectativa de corte de juros em junho, mas deixou o restante do ano em aberto, sem se comprometer com maior relaxamento. Já Martins Kazaks argumentou que não há pressa em flexibilizar a política, mas também citou que provavelmente haverá corte em junho.
No Reino Unido, Megan Greene, dirigente do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês), afirmou que é necessário ver mais evidências de alívio na inflação, antes de cortar juros. Greene considera, de qualquer modo, que os salários e a inflação apontam para baixo no país.