O CPI da zona do euro subiu 2,6% na prévia de maio, na comparação anual, acelerando da alta de 2,4% vista em abril e acima da previsão de 2,5% dos analistas ouvidos pela FactSet. O núcleo também superou a previsão ao subir 2,9%, quando se esperava alta de 2,7%. O dado fornece ao mercado o mais recente sinal de inflação persistente na região, o que dificulta o trabalho de potencial relaxamento monetário pelo Banco Central Europeu (BCE).
A Capital Economics acredita que, após o dado desta sexta-feira (31), o BCE ainda assim cortará os juros em 25 pontos-base na próxima semana, como vários dirigentes têm sinalizado. Mas a consultoria acrescenta que “outra redução em julho parece agora improvável”. O ING diz também que ainda espera corte na próxima semana pelo BCE, porém prevê “debate acalorado” sobre se é possível relaxar a política monetária para além disso, no quadro atual da inflação e da atividade.
Além disso, pesa nas bolsas europeias os números de Produto Interno Bruto (PIB), que foram divulgados em meio à expectativa pelo índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) dos Estados Unidos, importante sinal para a política monetária americana.
Leitura oficial mostrou que o PIB da Itália cresceu 0,7% na leitura final do primeiro trimestre, na comparação anual um pouco acima da previsão de alta de 0,6% dos analistas. Já o da França no mesmo período avançou 0,2% no primeiro trimestre ante o anterior, como esperado, com alta anual de 1,3%, quando se esperava crescimento de 0,9%.
Fora da região, o índice de gerentes de compras (PMI, na sigla em inglês) da China veio abaixo do esperado, sinalizando contração da atividade na indústria do país, importante parceiro europeu.
No início desta manhã de sexta-feira (horário de Brasília), a Bolsa de Londres subia 0,25%, Frankfurt caía 0,09% e Paris recuava 0,07%, com Milão em alta de 0,16% e Lisboa em baixa de 0,08%.