O WTI para julho fechou em alta de 2,93% (US$ 2,21), a US$ 77,74 o barril, na New York Mercantile Exchange (Nymex), e o Brent para agosto subiu 2,52% (US$ 2,01), a US$ 81,63 o barril, na Intercontinental Exchange (ICE).
A previsão sobre o aumento da demanda americana consta de relatório do banco Goldman Sachs, segundo o qual o Brent pode bater a casa dos US$ 86 no terceiro trimestre do ano, sobretudo no período que vai de julho até a primeira semana de setembro. No documento, o Goldman Sachs fala em “força do verão” e “procura sólida por transporte e refrigeração”.
Mas ainda há dúvidas sobre o movimento. Mas como já mostrou o Broadcast, parte dos analistas está cética quanto ao cenário desenhado pelo banco. O ex-presidente do IBP, Eberaldo de Almeida, por exemplo, diz que os juros e inflação altos devem ainda segurar o ímpeto de consumo das famílias americanas no verão, repetindo o padrão de alta moderada de 2023.
Com relação aos relatórios esperados para essa semana, há possibilidade de a Opep admitir uma procura global de petróleo mais fraca do que vem informando, o que poderia voltar a deprimir as cotações. Hoje, a estimativa de crescimento da procura da Opep de 2,2 milhões de barris por dia para 2024 é o dobro previsão da AIE. Há a possibilidade de o grupo começar a reduzir gradualmente alguns cortes de produção após setembro, contribuindo para uma terceira perda semanal consecutiva para o petróleo.
Geopolítica
Ainda que não faça preço, a escalada das tensões na guerra da Ucrânia, com o aval de Estados Unidos e Reino Unido à intensificação dos ataques de Kiev à Moscou e o aceno de reforços relacionados à equipamentos, como os da França, pode desestabilizar o volume das exportações russas, caso ataques à refinarias se mostrem efetivos, avalia o Navellier. Entre os alvos também podem estar terminais de exportação e ferrovias, além do oleoduto russo do Ártico, o que poderia desencadear nova disparada dos preços, diz a gestora de ativos em relatório enviado a clientes. O petróleo russo supre, sobretudo, mercados asiáticos, como de China e Rússia.
Com informações da Dow Jones Newswires