Com isso, a Berkshire Hathaway reduziu sua participação acionária na BYD de 7,02% para 6,90%. Vale lembrar que a empresa chinesa chegou a superar a norte-americana Tesla, de Elon Musk, nas vendas mundiais de carros totalmente elétricos no final de 2023. O cenário mudou no primeiro trimestre de 2024, quando a companhia de Musk voltou a desbancar a BYD — enquanto a Tesla vendeu mais de 386 mil carros elétricos no período, a gigante chinesa comercializou cerca de 300 mil unidades.
Quando se tratam de investimentos da Berkshire Hathaway na BYD, a história é longa e vem desde 2008, quando a empresa de Buffett pagou US$ 230 milhões por cerca de 225 milhões de ações da montadora de veículos, então equivalentes a uma participação de 10%.
A aposta na companhia foi ideia de Charlie Munger, vice-presidente da Berkshire e braço-direito de Buffett, que faleceu em novembro de 2023. Durante o encontro anual do Daily Journal no ano passado, Munger chegou a dizer que “nunca ajudou a fazer nada na Berkshire que fosse tão bom quanto a BYD”.
Em 2022, a empresa de Buffett começou a se desfazer de uma parcela de sua participação acionária na BYD, em meio à forte alta dos papéis da companhia, que atingiram sua cotação recorde em junho do mesmo ano. À época, Stella Li, CEO da BYD nas Américas, disse em entrevista à Bloomberg News que Buffett ainda acreditava na empresa e explicou que a Berkshire apenas buscava realizar parte dos lucros de sua posição de longa data na gigante automotiva chinesa.
*Com informações da Reuters e da Bloomberg