Em relatório, os analistas Marcio Farid, Gabriel Simões e Henrique Marques destacam que os preços das ações da empresa caíram 30% contra 13% e 14% dos principais pares Rio Tinto e BHP, respectivamente, período em que os preços do minério de ferro caíram 21%.
“Com base em nossas conversas, os investidores locais parecem ter reduzido a exposição à Vale devido ao pessimismo em torno do minério de ferro e à visão cautelosa sobre o momento operacional, enquanto os investidores internacionais também mantiveram uma exposição baixa por uma clara preferência pelo cobre dentro de metais, pelo ruído político em torno de uma possível mudança de CEO e pelo acordo final em torno do acidente da Samarco”, escreveu o Goldman Sachs.
O banco destaca que tanto a Vale como a BHP indicaram publicamente que são construtivas num acordo final em torno da Samarco no curto prazo. Além disso, avaliam que as contínuas exportações de aço elevadas e o baixo uso de sucata na China, entre outros fatores, poderiam sustentar o minério de ferro acima de US$ 100/t. “Esperamos que o ímpeto operacional da Vale mostre uma recuperação moderada, mas não esperamos maior deterioração em nosso cenário base”, enfatiza o banco.
O Goldman também prevê o rendimento do fluxo de caixa livre (FCF) da Vale em 12%/10% para 2024-25, um desconto importante em relação aos pares, de 6% em média.