Por volta das 17h (de Brasília), o retorno da T-note de 2 anos subia a 4,469%, o da T-note de 10 anos avançava a 4,196% e o do T-bond de 30 anos aumentava a 4,413%.
O sinal positivo já predominava na curva futura desde a madrugada, em ajuste após perdas recentes. Pela manhã, o ímpeto arrefeceu depois que o Departamento de Trabalho dos EUA revelou um avanço nos pedidos de auxílio-desemprego na semana passada. O indicador é mais um indício de arrefecimento do mercado de trabalho, que poderia justificar o início do ciclo de relaxamento monetário.
O presidente do Federal Reserve de Chicago, Austan Goolsbee, inclusive, expressou maior confiança de que o quadro aponta para maior alívio na inflação, embora tenha evitado se comprometer uma data para começo dos cortes da taxa básica.
Ainda assim, os retornos da renda fixa americana atravessaram a tarde ainda em alta, com um pouco mais de impulso na ponta longa depois de um leilão de títulos atrelados à inflação (Tips) de 10 anos. O certame vendeu US$ 19 bilhões em papéis e inspirou demanda bem abaixo da média, de acordo com o BMO Capital Markets.
Investidores também monitoram os contornos da disputa presidencial nos EUA, diante da pressão entre os democratas para que o atual presidente americano, Joe Biden, desista da reeleição. Segundo o BMO, uma eventual segundo governo do ex-presidente Donald Trump poderia produzir pressões inflacionárias e atrapalhar os planos do Fed. O banco de investimentos acrescenta que os mercados estão sensíveis ao noticiário sobre os planos do Biden.