O índice DXY do dólar – que acompanha as flutuações da moeda americana em relação a outras seis divisas relevantes – fechou em alta de 0,19%, a 104,369 pontos.
Alguns agentes de mercado estão preocupados com a fraca economia da China, outros com as consequências da política de segurança em relação a Taiwan se o candidato republicano Donald Trump vencer as eleições, afirmou Dorothea Huttanus, analista do DZ Bank Research, em nota. O ex-presidente dos EUA reforçou promessas de fortalecer a economia americana em convenção que oficializou sua candidatura pelo Partido Republicano, ontem, o que amplia a apreensão sobre medidas protecionistas.
A libra esterlina recuou, após as vendas no varejo do Reino Unido decepcionarem com queda maior do que se previa. O desempenho fraco das vendas reflete o impacto do clima, disse o economista da Investec, Philip Shaw, ressaltando a volatilidade dos dados. A libra era cotada a US$ 1,2912. O euro cedeu, cotado a US$ 1,0880.
A possibilidade de nova valorização do euro em relação ao dólar parece estar perdendo força, de acordo com analistas da Nomura. A corretora citou comentários da presidente do Banco Central Europeu (BCE), Christine Lagarde, que sinalizou, ontem, riscos descendentes para o crescimento. “Embora uma grande deterioração pareça improvável por enquanto, os dados do PMI da próxima semana podem ser um teste decisivo”, escreveram.
O iene também não resistiu ao avanço do dólar, mas teve queda leve. O Banco do Japão (BoJ) recebeu solicitações para reduzir pela metade suas compras mensais de títulos, conforme revelado nas atas de uma reunião com instituições financeiras. O dólar subia a 157,48 ienes.
*Com informações da Dow Jones Newswires