Às 07h13 de Brasília, o índice pan-europeu Stoxx 600 operava em queda de 0,03%, aos 393,10 pontos.
Avanços no desenvolvimento de vacinas contra a covid-19 e a boa recepção dos nomes já definidos para o secretariado em formação do presidente americano eleito, Joe Biden, criaram um ambiente de apetite por risco na maior parte de novembro. Assim, hoje, dia de encerramento do mês, em linha com os índices futuros de Nova York, as bolsas da Europa abriram no vermelho, com a realização de lucros dando o tom. O avanço da covid-19 e as tensões sino-americanas ficam no radar.
Ao longo da sessão, contudo, a bolsa de Londres virou para cima e puxou consigo a de Frankfurt logo após o ministro de Relações Exteriores da Irlanda, Simon Coveney, afirmar em entrevistas à imprensa local que um acordo do Brexit pode ser fechado ainda nesta semana. “É a semana chave, estamos ficando sem tempo”, alertou. “Sim, eu realmente penso que um acordo é possível”, acrescentou. No horário acima, o índice FTSE 100, de Londres, avançava 0,30%, a 6.387,15 pontos, acompanhado pelo DAX, de Frankfurt, aos 13.368,93 pontos. Entre os papéis, a BMW ganhava 0,44%.
Reino Unido e União Europeia tentam há meses chegar a um acordo comercial para vigorar a partir de 2021, quando vence o chamado período de transição do Brexit. Se um consenso não for alcançado até lá, a relação comercial entre as partes passa a ser regida pelas normas da Organização Mundial do Comércio (OMC).
Seguiam em queda, contudo, as demais praças do continente, na marcação supracitada. O índice CAC 40, de Paris, cedia 0,17%, aos 5.588,96 pontos; o FTSE MIB, de Milão, 0,56%, a 22.226,38 pontos. O Ibex 35, de Madri, caía 0,90%, a 8.116,90 pontos e o PSI 20, de Lisboa, 0,37%, a 4.634,60 pontos.