Normalmente, essas interrupções acontecem quando os títulos públicos passam por uma volatilidade maior, com subida ou queda mais brusca das taxas. O único título público que não está sujeito a essas oscilações é o Tesouro Selic. Já Prefixados e IPCA+ sofrem efeitos dessa “marcação a mercado”, como é chamada a variação diária dos preços dos papéis conforme as expectativas econômicas.
Copom segura a Selic
Na última quarta (31), o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central decidiu manter a taxa básica de juros Selic em 10,5% ao ano, mesmo patamar de junho. No comunicado, o colegiado utilizou um tom mais “duro”, apontando um cenário adverso no exterior e risco fiscal no Brasil.
“O Comitê monitora com atenção como os desenvolvimentos recentes da política fiscal impactam a política monetária e os ativos financeiros. A percepção dos agentes econômicos sobre o cenário fiscal, junto com outros fatores, tem impactado os preços de ativos e as expectativas dos agentes”, diz o Copom, no comunicado.
Nos EUA, a taxa dos fed funds também foi mantida entre 5,25% e 5,5% ao ano, o maior patamar em duas décadas.