Na última quinta-feira (1), o Tesouro já havia interrompido as negociações no período da manhã. Quando retornaram, os papéis ainda apresentavam grandes baixas em relação à sessão anterior, especialmente os prefixados. O Prefixado 2027, por exemplo, fechou o dia com queda de 0,12 ponto percentual, para 11,85% ao ano.
O que engatilhou uma reação forte dos títulos públicos foram as últimas notícias relacionadas às decisões monetárias no Brasil e nos EUA. Na quarta-feira (31), o Comitê de Política Monetária do Banco Central brasileiro (Copom) decidiu por manter a taxa básica de juros Selic em 10,5% ao ano e adotou um tom mais “hawkish”, mais duro em relação à inflação. Paralelamente, Jerome Powell, presidente do Fed, sinalizou a possibilidade de um corte de juros em setembro nos EUA.
O relatório do emprego americano, o PayRoll, também veio pior que o esperado, o que é um indicativo de que a autoridade monetária pode realmente ter espaço para começar a cortar juros por lá. Com esse combo de notícias, houve forte recuo dos juros futuros, o que impacta as taxas do Tesouro Direto.