Os dados econômicos divulgados recentemente ajudaram a dissipar temores de uma recessão nos EUA e reforçaram a expectativa de que o ciclo de cortes nas taxas de juros deve começar em setembro. Esse cenário está contribuindo para a desvalorização global do dólar.
Na China, dados recentes indicam uma leve recuperação econômica, com a produção industrial subindo 5,1% em julho em comparação ao mesmo mês do ano passado. As vendas no varejo também aumentaram 2,7% no mesmo período, segundo o Escritório Nacional de Estatísticas.
No Brasil, o Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br), indicador antecipado do Produto Interno Bruto (PIB), subiu 1,37% em junho em relação a maio, marcando uma aceleração em comparação com o crescimento de 0,41% observado entre abril e maio. Esse aumento eleva a probabilidade de uma alta na Selic, a taxa básica de juros, já que o fortalecimento da economia pode pressionar a inflação.
Os representantes do Banco Central têm adotado um tom mais firme, sugerindo que a elevação das taxas de juros está sendo considerada devido ao aumento das expectativas inflacionárias. O presidente Luiz Inácio Lula da Silva também afirmou que, se for necessário, as taxas de juros serão ajustadas, o que pode influenciar a queda do câmbio.
No ano, o dólar registra alta de 13%