Ainda segundo a CFTC, entre março e setembro de 2022 as empresas realizaram 44 operações conhecidas como exchange for physical (EFP), que envolvem a troca simultânea de uma posição futura por uma posição em dinheiro equivalente. A CFTC explica que isso significa que uma parte compra o açúcar físico e, ao mesmo tempo, vende ou abre mão de um contrato futuro de compra de açúcar. A outra parte vende o açúcar físico e, simultaneamente, adquire ou recebe um contrato futuro de compra. As operações envolveram mais de 50 mil contratos de açúcar, totalizando mais de US$ 1 bilhão em valor.
Essas transações foram consideradas ilegais por terem sido executadas entre contas controladas pela mesma entidade, violando a independência necessária para tais operações. Der acordo com a CFTC, as empresas utilizaram essas práticas para facilitar a transferência interna de açúcar físico entre as entidades da Raízen e para compensar posições futuras destinadas a proteger contra a variação de preços dos contratos de açúcar.
Além da multa imposta pela CFTC, a Raízen Energia foi punida a pagar US$ 100 mil pela ICE Futures US em uma ação paralela, anunciada em abril, por violações relacionadas à execução de EFPs proibidos e falhas na supervisão de atividades.
Procurada pela reportagem do Broadcast, a Raízen não se manifestou sobre a decisão da CFTC até a publicação dessa nota.