Em junho, o índice Bovespa era negociado por volta dos 120 mil pontos e o banco americano estimava que o indicador da B3 deveria encerrar 2024 cotado a 135 mil pontos. Mas o principal índice da Bolsa já atingiu esse valor e os especialistas decidiram fazer novos cálculos para estimar para onde o Ibovespa deve ir agora.
Os analistas comentam que preferiram fazer uma nova precificação também por outros motivos, como o bom desempenho da economia brasileira e os múltiplos de lucro que as empresas apresentaram e devem apresentar nos próximos trimestres. No cenário macroeconômico, eles citam alguns fatores para essa melhora:
- O PIB esperado para 2024 foi de alta de 2,2% para crescimento de 2,9%.
- O dólar deve encerrar o ano cotado a R$ 5,20 em vez dos R$ 5,10 estimados inicialmente.
- A inflação, medida pelo Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), foi revisada de 4% para 4,2%.
- O múltiplo Preço sobre Lucro (P/L) do Ibovespa foi revisado de 7,6 vezes para 8,4 vezes.
“Incorporando no modelo as mudanças que mencionamos nos marcadores acima, o Ibovespa alcançaria facilmente nosso cenário de alta de 140 mil pontos, até mesmo superando-o para tocar 143 mil pontos. Considerando os múltiplos atuais e nossas premissas originais, ainda há um potencial de reavaliação de 5% à frente para o ano”, dizem Emy Shayo Cherman, Cinthya M Mizuguchi, Diego Celedon, Adrian Huerta e Pedro Martins Junior, que assinam o relatório do JPMorgan.
Qual seria o limite para o Ibovespa?
Os especialistas comentam ainda que o Ibovespa pode chegar aos 154 mil pontos, mas essa seria uma tese mais distante da realidade. Para isso acontecer, os especialistas comentam que os lucros das empresas teriam de crescer 20% no balanço do terceiro trimestre de 2024, sendo essa a única forma de mover o indicador Preço sobre Lucro (P/L) para cima do esperado.
“Ainda assim, quando analisamos o P/L de valor justo (9,4x) ou o P/L neutro do setor (10,1x) e substituímos em nossos modelos, o Ibovespa deve ser negociado em torno de 143 mil e 145 mil, considerando apenas uma reclassificação do P/L”, concluem os analistas.