No fim da tarde em Nova York, o retorno da T-note de 2 anos cedia de 3,937% para 3,903%, o da T-note de 10 anos passava de 3,819% para 3,832% e o do T-bond de 30 anos subia de 4,110% para 4,122%.
Após a queda das taxas na sexta-feira motivada pelo sinal do presidente do Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA), Jerome Powell, de que “chegou a hora” de ajustar a política monetária americana, o mercado aguarda dados de inflação para modular o ritmo de cortes a ser implementado.
Divulgado pela manhã, o índice de confiança do consumidor americano, elaborado pelo Conference Board, avançou em agosto. O analista da Jefferies, Thomas Simons, afirmou, em nota, que as expectativas de inflação para os próximos 12 meses caíram de 5,3% para 4,9%, atingindo o menor nível desde março de 2020. “O declínio nas expectativas de inflação é um grande impulsionador por trás da melhora na confiança”, notou.
A Oxford Economics também atribuiu a melhora da confiança à expectativa de queda adicional da inflação, além da projeção de corte da taxa de juros americana. Para o UBS, a economia dos EUA ainda caminha para um pouso suave, embora com riscos de baixa, e são os gastos dos consumidores que determinarão a recuperação da atividade nos próximos meses, conforme as poupanças esgotam-se e o emprego desacelera.