Na leitura do banco, a desvalorização excessiva das ações da Gerdau foi provocada pelo pessimismo do mercado em relação aos setores de mineração e siderurgia na China, em conjunto com a preocupação adicional de investidores com uma possível pressão na lucratividade das operações na América do Norte.
“Dado o recente descolamento dos fundamentos, vemos os níveis atuais como uma oportunidade atraente de compra”, afirmaram os analistas Marcio Farid, Gabriel Simoes e Henrique Marques em relatório.
Segundo os analistas do Goldman Sachs, a Gerdau é negociada com um retorno de fluxo de caixa livre (FCF) entre 8% e 10% para o intervalo entre 2025 e 2026. Se excluir os investimentos planejados para expansão, o fluxo de caixa livre pode alcançar de 14% a 15%.
Outro fator citado pelo banco foi o anúncio feito pela Gerdau de recuperação de R$ 1,8 bilhão em depósitos judiciais que a siderúrgica vai redirecionar ao seu caixa. “Em nossa visão, isso aumenta a capacidade de recompra de ações e pagamento de dividendos”, afirmou o relatório. O Goldman Sachs também espera um retorno atraente com a programação de investimentos da empresa.
O Goldman mantém uma recomendação de compra para os papéis, com preço-alvo de R$ 25, o que representa um potencial de valorização de até 38,4% ante o último fechamento.
América do Norte
O Goldman Sachs destaca no relatório o alto nível de desconto na avaliação das operações da Gerdau na América do Norte. Para o banco, uma reavaliação das operações nessa região, com base nos pares norte-americanos, poderia adicionar em 34% o valor de mercado da empresa.
O relatório também menciona que as operações nos Estados Unidos trabalham com margens resilientes, visto que as atividades estão expostas a um nicho de mercado que pode aumentar os investimentos em infraestrutura.