O retorno da T-note de 2 anos subia de 3,895% no fim da tarde de ontem em Nova York para 3,926% em horário similar hoje. A taxa projetada das T-note de 10 anos avançava de 3,865% para 3,925 e o do T-bond de 30 anos passava de 4,149% para 4,209.
O rendimento dos títulos do Tesouro de 10 anos ficaram perto de alcançar o de dois anos em meio à diminuição dos temores de recessão da economia dos Estados Unidos. A inversão da curva que começou em 2022 e ultrapassou um ponto porcentual no ano passado estava em apenas 0,001 ponto porcentual às 17h (de Brasília).
A inversão, que geralmente reflete o medo dos investidores de uma recessão iminente, tem diminuído à medida que o Federal Reserve (Fed, o banco central dos EUA) parece cada vez mais propenso a começar a cortar as taxas de juros em setembro. A tendência de redução da inversão da curva de juros americana ganhou força hoje, com o índice de preços de gastos com consumo (PCE, na sigla em inglês) e seu núcleo comportados, em meio a gastos resilientes do consumidor.
Na sessão, contudo, as taxas ficaram voláteis. Os juros dos Treasuries ganharam força após a divulgação do índice PCE, mas passaram a devolver o ímpeto altista, em um movimento que foi alimentado pela divulgação da pesquisa da Universidade de Michigan. No meio da tarde, contudo, as taxas voltaram a acelerar.
Com a inflação caminhando em linha com as projeções e um Produto Interno Bruto (PIB) acima do previsto no segundo trimestre, investidores aguardam com atenção novos dados do mercado de trabalho no país na próxima semana para chancelarem as expectativas sobre a dose do primeiro corte de juros na próxima reunião do Fed, agendada para setembro.
Com Dow Jones Newswires