O índice DXY, que mede a variação da moeda americana ante uma cesta de pares cambiais fortes, fechou em alta de 0,17%, a 101,825 pontos. O dólar caía a 145,63 ienes, mas subia ante as principais moedas europeias. O euro recuava a US$ 1,1043, enquanto a libra cedia a US$ 1,3109.
Na leitura da S&P Global, o PMI industrial nos EUA caiu a 47,9 em agosto, enquanto o levantamento do ISM mostrou alta a 47,2 no período. Ambos frustraram o consenso de analistas consultados pela FactSet, de queda a 48 na leitura da S&P e avanço a 47,5 no ISM. O investimento em construção também recuou.
Na cesta de moedas fortes, o iene se apreciava após o presidente do Banco do Japão (BoJ), Kazuo Ueda, reiterar que a autoridade monetária deve continuar aumentando juros se a economia evoluir conforme o esperado. As indicações aparecem na apresentação que Ueda fez durante encontro periódico liderado pelo primeiro-ministro japonês, Fumio Kishida.
Entre as moedas emergentes, o peso chileno derretia, após o tombo do cobre diante da deterioração nas perspectivas de demanda global pela commodity. Além dos dados nos EUA, analistas cortaram projeções para a China, resultando em sinais negativos das duas maiores economias do planeta. O dólar subia 1,06%, a 928,48 pesos chilenos, perto das 17h16 (de Brasília).
Na Argentina, o dólar blue subia a US$ 1.310 para a venda, segundo cotações do Ámbito Financiero. O presidente da Argentina, Javier Milei, vetou a reforma do sistema de aposentadorias e pensões promovida pela oposição, citando que a implementação da lei iria desequilibrar as contas fiscais.
O dólar também teve forte valorização ante o peso colombiano, com alta de 1,01%, a 4.186,4 pesos colombianos. A moeda da Colômbia, no entanto, tem acumulado um desempenho melhor do que outras moedas na América Latina. A taxa de inflação da Colômbia atingiu 6,86% em julho, uma das mais altas da região.
As moedas latino-americanas desvalorizaram significativamente nas últimas semanas devido a uma combinação de fatores, incluindo as flutuações dos preços das commodities e instabilidade política, de acordo com o analista de macroeconomia e energia da Hedgepoint Global Markets, Victor Arduin, em nota.