O índice DXY, que mede a variação da moeda americana ante uma cesta de pares fortes, fechou em queda de 0,14%, a 100,381 pontos. Na semana, o DXY cedeu 0,34%. O dólar cedia a 142,11 ienes às 16h50 (de Brasília). O euro recuava a US$ 1,1169, enquanto a libra desvalorizava a US$ 1,3379.
O mercado assimilou hoje os dados de inflação nos EUA, que não trouxeram surpresas para provocarem ajustes relevantes nas projeções de alívio pelo Federal Reserve. Segundo o Departamento do Comércio dos EUA, o índice cheio da inflação PCE avançou 0,1% em agosto ante julho e 2,2% na comparação anual, representando uma desaceleração em relação aos números do mês anterior e abaixo do projetado pela FactSet. Já o núcleo do PCE ficou abaixo do esperado.
O dólar foi fortemente pressionado ante o iene, diante das implicações sobre a troca do poder no governista Partido Liberal Democrático. Para o analista da Capital Economics, Marcel Thieliant, o salto do iene após a vitória de Ishiba sublinha que os mercados consideram o resultado como um sinal de caminho aberto para o BoJ promover novas subidas das taxas de juros.
Na direção oposta, o dólar conseguiu manter ganhos ante o yuan depois do anúncio de mais medidas de estímulo. O Banco do Povo da China (PBoC, na sigla em inglês) anunciou cortes de juros em outro conjunto de taxas de política monetária, horas depois de confirmar reduções anunciadas anteriormente nesta semana.
O euro cedeu frente ao dólar, em meio a novos dados que reforçam sinal de fraqueza na região, como o índice de sentimento econômico da zona do euro, que caiu para patamar abaixo do esperado.