Em relatório, o analista João Pedro Soares vê um crescimento mais limitado no médio prazo para as operações de 1P (mercadorias próprias) e 3P (marketplace), dado o cenário macroeconômico desfavorável para o setor. Além disso, ele comenta que as taxas de juros elevadas aumentam as despesas financeiras da companhia e pressionam o lucro líquido.
Por conta disso, o banco reduziu sua estimativa de lucro líquido da empresa em 2025 para R$ 516 milhões, 28% menor do que a última projeção. O Citi também cortou a previsão para aberturas de lojas no ano que vem para 0, ante 35 anteriormente.
Por outro lado, ele reconhece que o trabalho da empresa para melhorar suas margens tem avançado “relativamente bem”, especialmente após a margem bruta sobre a margem Ebitda, o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização (GM/Margem Ebitda) superar consideravelmente as suas estimativas no trimestre passado. Ele também diz que as lojas físicas da empresa “claramente se recuperaram”, enquanto o aumento da penetração de serviços tem sido um fator importante para impulsionar a margem bruta.
O Citi aumentou sua estimativa para a margem bruta em 30 e 50 pontos-base para 2024 e 2025, respectivamente, e margem Ebitda em 10 pontos-base, refletindo uma visão mais positiva após o desempenho do último trimestre.