Os dividendos da Companhia Siderúrgica Nacional pagos por empresas são isentos da cobrança de Imposto de Renda (IR), enquanto os juros sobre capital próprio (JCP) sofrem incidência da alíquota de 15% do tributo.
Empresas listadas na Bolsa de Valores brasileira são obrigadas a distribuir proventos a seus acionistas a cada exercício social, por força da Lei 6.404 de 1976, chamada “Lei dos Dividendos”.
Como foi o resultado do último balanço da CSN?
A CSN registrou prejuízo líquido de R$ 751 milhões no terceiro trimestre de 2024, o que representa uma reversão dos R$ 91 milhões de lucro do mesmo período de um ano atrás.
O resultado foi consequência da combinação de menor resultado operacional com aumento nas despesas financeiras, segundo a empresa. Na comparação com o trimestre imediatamente anterior, houve piora de 237,3% frente ao prejuízo que já havia sido reportado.
O lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização ajustado (Ebitda) atingiu R$ 2,284 bilhões, baixa de 18,9% na comparação anual. A margem Ebitda ajustada foi de 19,7%, o que representa queda de 4,6 pontos porcentuais (p.p.) em relação ao mesmo período de 2023.
A receita líquida da CSN ficou em R$ 11,067 bilhões, queda de 0,5% ante igual período de 2023. Segundo a companhia, esse resultado reflete, principalmente, a melhora do segmento de siderurgia que conseguiu apresentar “sólida atividade comercial no período”.
Ao se analisar os demais segmentos do grupo, a empresa avalia que o desempenho da receita só não foi maior em razão dos preços das commodities, uma vez que, do ponto de vista operacional, a CSN (CSNA3) conseguiu apresentar recordes históricos de vendas tanto na mineração quanto em cimentos.