Conforme consta nesta reportagem do Estadão, dados recentes da FipeZap, analisados pela Sort Investimentos, mostram que o preço médio do metro quadrado na Avenida Atlântica, endereço mais cobiçado da cidade, alcança R$ 30 mil.
Nos próximos lançamentos de empreendimentos de luxo da cidade, os preços variam entre R$ 60 mil e R$ 100 mil por metro quadrado. Essa alta significativa reflete uma valorização de 6,86% no último ano, superando a média nacional de 6,51%.
A exclusividade não é privilégio apenas de Balneário Camboriú. Itajaí, cidade vizinha, está como a segunda colocada no ranking nacional. O bairro Praia Brava oferece imóveis com valor médio de R$ 25 mil por metro quadrado, podendo chegar a R$ 40 mil em lançamentos. O crescimento dos preços na região foi ainda mais expressivo, com alta de 9,85% em 2024.
Segundo Renato Monteiro, CEO da Sort Investimentos, diversos fatores impulsionam essa valorização no litoral catarinense, como a oferta de segurança, infraestrutura de alto padrão e proximidade com aeroportos importantes, como os de Navegantes e Florianópolis.
“O mercado local atende a um público exigente, de alto poder aquisitivo, disposto a pagar por exclusividade e localização privilegiada e muitos investidores em busca de ótimos retornos financeiros devido à alta valorização”, analisa Monteiro.
São Paulo e Rio de Janeiro completam ranking
Apesar da predominância catarinense, as capitais São Paulo e Rio de Janeiro também figuram entre os cinco bairros mais caros do Brasil. No Rio, o Leblon é o destaque, com o metro quadrado avaliado em R$ 23.521, seguido por Ipanema, que apresenta o valor de R$ 21.792 por metro quadrado.
Já na capital paulista, o bairro do Itaim Bibi ocupa a quinta posição nacional, com preço médio de R$ 18.081 por metro quadrado. Pinheiros e Jardins aparecem logo atrás, consolidando a região central da cidade como a mais valorizada.
Especialistas apontam que a crescente demanda por imóveis no litoral catarinense é um reflexo das mudanças trazidas pela pandemia. “A valorização de Balneário Camboriú, Itapema e Itajaí faz parte da conjuntura da valorização imobiliária do litoral catarinense, fenômeno que foi catalisado pela pandemia. As cidades da região tendem a oferecer boa infraestrutura, proximidade à natureza e a atrair quem procura ‘qualidade de vida’”, afirmou Paula Reis, economista da DataZap.
Colaborou: Gabrielly Bento.