A Log Commercial Properties (LOGG3) – maior empresa de galpões logísticos modulares do País – anunciou na quinta-feira (5) seu plano de distribuição de dividendos para 2024 e 2025, bem como a meta oficial (guidance) de lucro para o ano que vem.
Publicidade
A Log Commercial Properties (LOGG3) – maior empresa de galpões logísticos modulares do País – anunciou na quinta-feira (5) seu plano de distribuição de dividendos para 2024 e 2025, bem como a meta oficial (guidance) de lucro para o ano que vem.
CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE
A Log atravessa um momento positivo, com excedente de capital. Em outras palavras: dinheiro de sobra. A companhia havia anunciado a interrupção na distribuição de dividendos em meados de fevereiro deste ano.
O Conselho de Administração da Log aprovou o pagamento de dividendos intermediários, com base na reserva de lucros dos nove primeiros meses do ano, no valor bruto de R$ 150 milhões (R$ 1,71 por ação ordinária). Será considerada a posição acionária de 10 de dezembro, sendo que as ações serão negociadas ‘ex-dividendos’ no dia 11. O pagamento será em 17 de dezembro.
Publicidade
Invista em oportunidades que combinam com seus objetivos. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos
Para o ano que vem, a previsão é de apresentar lucro líquido entre R$ 350 milhões a R$ 450 milhões em 2025 – o que indica uma tendência de alta na comparação com 2024, quando teve lucro de R$ 245 milhões de janeiro e setembro.
A companhia comunicou ainda que, em 2025, vai distribuir dividendos trimestralmente, no valor equivalente a 50% do lucro líquido do período. A Log atua na construção, locação e venda de galpões em todas as regiões do País.
Em parte, o quadro favorável tem origem na demanda aquecida de empresas buscando espaços nos galpões, especialmente aquelas de comércio eletrônico e outras áreas do varejo. Com isso, a vacância estabilizada (que considera os empreendimentos maduros) atingiu 0,4% no terceiro trimestre, o menor já registrado pela companhia e inferior à média do setor, em 9%.
Além disso, há bastante procura de investidores interessados na aquisição desses imóveis após as entregas das obras. A empresa vendeu R$ 1,5 bilhão de galpões neste ano – montante acima do volume de investimentos, que deve ficar em cerca de R$ 1 bilhão.
Publicidade
“Ao longo de todo o ano temos feito muito caixa com a reciclagem de ativos e está sobrando recurso. Essa é a realidade”, afirmou o presidente da Log, Sérgio Fischer, em entrevista ao Broadcast. “Estamos com caixa excedente e resolvemos devolver para os acionistas”.
O dinheiro originado nas vendas de ativos foi aplicado na construção de novos empreendimentos e na redução da dívida. Além disso, a empresa já desembolsou R$ 300 milhões por meio do programa de recompra de ações.
Mesmo com os desembolsos adicionais com dividendos pela frente, o presidente da Log ressaltou que ainda terá uma posição de liquidez confortável para dar seguimento ao seu plano de crescimento. A Log tem um plano de investir R$ 3,5 bilhões para a construção de empreendimentos que totalizam 2 milhões m² entre 2025 e 2028, que segue de pé.
“Estamos em velocidade de cruzeiro”, observou Fischer. “O dividendo não impacta o plano de crescimento. Para o ano que vem, o pipeline de novos projetos será de cerca de R$ 1 bilhão. Vamos construir 500 mil m² e entregar 18 obras”, frisou.
Publicidade
Cerca de 40% a 50% dos investimentos vão para projetos na Região Nordeste, em capitais como Salvador, João Pessoa, Aracaju, Fortaleza, Maceió e Natal. “O Nordeste está bombando”, afirmou, citando as empresas buscando imóveis para centros de armazenamento e distribuição de mercadorias. “O Brasil está com nível de emprego recorde, muita gente consumindo, estamos vivendo o nosso melhor momento”.
Fischer disse ainda que espera manter a venda de galpões em nível de ao menos R$ 1 bilhão, ou seja, equivalente ao volume de investimentos. Dessa forma, o endividamento tende a permanecer estável, com alavancagem (dívida líquida ante Ebitda) de 1 vez.
Vale destacar, para além dos dividendos, que com a piora da economia e subida dos juros, é prevista um pouco mais de dificuldade para venda de ativos. Na sua visão, será preciso ter flexibilidade e aceitar pagamento de uma parte à vista e o restante parcelado – mecanismos chamado pelo jargão de seller finance.
Invista em informação
As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador