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O que é melhor: renda fixa que paga 15% ou investir em ações?

Alta dos juros favorece investimentos como Tesouro Direto, CDBs e outros títulos atrelados à taxa de juros. Mas e a renda variável?

Por Fabrizio Gueratto

12/12/2024 | 15:21 Atualização: 12/12/2024 | 15:21

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Mercado financeiro (Foto: Adobe Stock)
Mercado financeiro (Foto: Adobe Stock)

Com a Selic em 12,25%, é natural que muitos investidores comecem a questionar se vale a pena manter posições em renda variável ou migrar para a segurança da renda fixa que pode chegar a pagar 15% ao ano. Afinal, quem não gostaria de obter um bom retorno sem passar pelo estresse da volatilidade do mercado?

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Essa dúvida faz sentido, especialmente quando ativos de renda fixa estão entregando retornos superiores ou tão competitivos quanto aos da renda variável, com muito menos exposição ao risco. Enquanto a renda fixa se beneficia da estabilidade proporcionada pela Selic elevada, a renda variável continua enfrentando volatilidade, influenciada por fatores como inflação persistente, risco fiscal e incertezas externas. Com a Selic mais alta, muitos ativos de renda fixa passam a ser muito mais atrativos e rentáveis que os de renda variável. O aumento da Selic, por exemplo, favorece diretamente os investimentos em renda fixa, como Tesouro Direto, CDBs e outros títulos atrelados à taxa de juros.

  • Leia mais: Selic a 12,25%: renda fixa não é suficiente para fortalecer a carteira; para onde olhar?

Dito isso, é válido ressaltar que, em 2025, a renda fixa deve se consolidar ainda mais como uma das principais escolhas dos investidores. Em um cenário global marcado por incertezas geopolíticas, a previsibilidade e a segurança desses investimentos se tornam altamente atrativas para quem busca estabilidade.

Títulos pós-fixados e opções isentas de imposto, como LCIs e LCAs, destacam-se com rendimentos que superam facilmente 1% ao mês, dependendo da instituição. Já as debêntures incentivadas, além de oferecer retornos elevados, proporcionam benefícios fiscais significativos. A simplicidade operacional de produtos como o Tesouro Direto também reforça a competitividade da renda fixa, especialmente quando comparada aos custos e tributos associados à renda variável.

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Os retornos da renda fixa, quando analisados em termos líquidos, se mostram ainda mais vantajosos. Produtos como CDBs, debêntures e fundos de crédito privado, assim como FIDCs, são opções que combinam segurança e rentabilidade, atendendo a diferentes perfis de investidores. Essa ampla gama de alternativas, aliada à estabilidade proporcionada pela Selic elevada, reafirma o protagonismo da renda fixa no portfólio de quem deseja aliar rentabilidade a baixo risco.

Embora menos atrativa no curto prazo, a renda variável ainda pode ser uma boa escolha para investidores com visão de longo prazo e maior tolerância ao risco. Em tempos de incerteza, a diversificação de carteira se mantém como uma estratégia indispensável. Se você é do tipo que aceita correr riscos e acredita no potencial de recuperação do mercado, pode ser interessante destinar parte de seus recursos a ações ou fundos imobiliários. No entanto, é crucial ter paciência e estar preparado para lidar com oscilações e possíveis perdas temporárias.

  • Como ficam os investimentos com a taxa Selic em 12,25% ao ano

Agora, sejamos sinceros: quem não prefere a tranquilidade de saber que seu dinheiro está crescendo com segurança? A renda variável, apesar de seu potencial de retorno no longo prazo, enfrenta atualmente um cenário desafiador com a alta da Selic. Fatores como inflação persistente, instabilidade cambial e riscos fiscais dificultam prever quando o mercado de ações voltará a apresentar resultados consistentes. Nesse contexto, é natural que muitos investidores priorizem a previsibilidade e os retornos estáveis da renda fixa, especialmente em momentos de maior instabilidade econômica.

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