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Petróleo fecha em alta com sinais de demanda forte e sanções dos EUA no radar

Sessão de hoje encerrou a terceira semana consecutiva de ganhos para a commodity

Por Thais Porsch

10/01/2025 | 17:25 Atualização: 10/01/2025 | 17:25

Operadores de petróleo (Foto: Envato Elements)
Operadores de petróleo (Foto: Envato Elements)

Os contratos futuros do petróleo fecharam em alta de mais de 3% nesta sexta-feira (10), em meio a sinais de demanda mais forte durante o inverno do Hemisfério Norte e de potenciais novas restrições por parte dos Estados Unidos à Rússia.
Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o petróleo WTI para fevereiro fechou em alta de 3,58% (US$ 2,65), a US$ 76,57 o barril, enquanto o Brent para março, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 3,69% (US$ 2,84), a US$ 79,76 o barril. Na terceira semana consecutiva de ganhos, o WTI e Brent tiveram alta de 3,52% e 4,4%, respectivamente.

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O Brent chegou hoje a atingir US$ 80 o barril pela primeira vez desde outubro do ano passado, com o governo de Joe Biden apertando o cerco ao setor petrolífero da Rússia. Novas sanções provavelmente intensificarão a desaceleração das exportações russas de petróleo bruto, elevando os preços.

Além disso, as possíveis novas restrições devem interromper os suprimentos da commodity para a Índia, levando os refinadores indianos a buscar fontes alternativas de petróleo no Oriente Médio e nos EUA, segundo a Bloomberg.
Todavia, novas previsões e uma grande quantidade de dados econômicos da China provavelmente voltarão a concentrar a atenção nas perspectivas de demanda do mercado de petróleo, dizem os analistas do Commerzbank Research. “Como elas não são particularmente animadoras, é provável que a recuperação dos preços no mercado de petróleo seja interrompida”, acrescentam.

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Na mesma linha, a Capital Economics espera que, em meio aos persistentes ventos contrários ao crescimento do PIB da China e à perspectiva de que a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) aumente a oferta a partir de abril, o Brent caia para US$ 70,00 no final de 2025.

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