No fim da tarde em Nova York, o dólar recuava a 157,84 ienes, o euro caía a US$ 1,0244 e a libra cedia a US$ 1,2208. O índice DXY fechou em alta de 0,34%, a 109,179 pontos. Na semana, houve alta de 0,65%.
“A combinação do payroll com outros dados econômicos importantes dos EUA – o relatório do índice de preços ao consumidor (CPI, na sigla em inglês) da próxima semana será outro teste decisivo – e a incerteza em torno dos planos da próxima administração Trump em matéria de política fiscal e tarifária à medida que se aproxima o dia da tomada de posse (20 de Janeiro) sugere que mais volatilidade pode estar por vir”, avalia a Capital Economics.
“Grande parte da força do dólar que prevíamos após a vitória de Trump ocorreu agora: o índice DXY subiu cerca de 7% desde o dia das eleições. Mas continuamos pensando que se, como esperamos, Trump decretar tarifas significativas nos próximos meses, isso levaria a outra subida do dólar, em particular face ao yuan”, projeta.
A libra teve o pior desempenho entre as moedas do G10 no início do ano, uma vez que o mercado dos Gilts voltou a ficar sob pressão. “A liquidação desta semana é mais um lembrete de que a confiança dos investidores nas finanças públicas do Reino Unido permanece frágil”, avalia a Capital Economics. Tal como aconteceu no rescaldo do primeiro orçamento do governo trabalhista em outubro, a libra esterlina caiu apesar dos diferenciais das taxas de juro terem mudado a favor do Reino Unido, indica.
“Embora ambos os episódios estejam muito longe do caos em torno do desastre da Trussonomics em 2022, são um sinal preocupante e sugere que o governo terá de adotar uma abordagem cautelosa em relação à despesa pública este ano. Os mercados monetários reduziram a extensão dos cortes nas taxas do Banco da Inglaterra (BoE, na sigla em inglês) descontados este ano em resposta (para ~50 pontos de base), mas pensamos que o BoE ainda reduzirá em 100 pontos base à medida que a inflação recua”, aponta a consultoria, o que pressionaria ainda mais a libra.