No fim da tarde em Nova York, o dólar recuava a 157,63 ienes, o euro caía a US$ 1,0219 e a libra cedia a US$ 1,2177. O índice DXY fechou em alta de 0,28%, a 109,956 pontos.
A chance de os juros do Fed terminarem o ano no nível atual cresce para mais próximo do ainda predominante cenário de corte de apenas 25 pontos-base no período, mostra a plataforma do CME Group que monitora o comportamento da curva futura. A ferramenta indicava 34,2% de probabilidade de a taxa básica estar na faixa entre 4,25% e 4,50% em dezembro, comparado com 30,5% na última sexta-feira. Já a hipótese de uma redução de 0,25 ponto porcentual no acumulado de 2025 aparecia com 40,4%, praticamente sem alteração ante o quadro do final da semana passada.
O ING lembra que a caminho da tomada de posse de Donald Trump, no dia 20 de Janeiro, a taxa de câmbio do dólar ajustada à inflação está no nível mais elevado desde 1985. “Dado o conjunto de políticas de tarifas, controles de imigração, estímulo fiscal e flexibilização regulamentar de Trump – além de uma economia forte dos EUA – nenhum investidor quer apostar contra o dólar forte”, valia. Com a continuidade da força da moeda provavelmente mais bancos centrais serão forçados a intervir para apoiar as suas moedas, projeta.
O ING aponta que a relação entre o dólar e o iene está agora firmemente na zona de intervenção cambial da região de um dólar a 158-160 ienes. “O Banco do Japão (BoJ, na sigla em inglês vendeu US$ 35 bilhões neste nível em julho passado e os rumores são de que as autoridades estão novamente prontas para intervir. O forte aumento do dólar tem impulsionado o forte aumento dos rendimentos do Treasuries. Nossa equipa espera que os rendimentos dos EUA se mantenham firmes durante todo o ano – daí o nosso apelo de final de ano de um dólar a 160 ienes”, aponta. “Dentro deste ambiente suportado, veremos correções, no entanto. Estas estarão relacionadas com a intervenção e com os aumentos das taxas do BoJ. Esperamos três subidas de 25 pontos base este ano – a primeira potencialmente em 24 de janeiro”, projeta o ING.