“Não há mais como uma empresa de pagamentos se manter no mercado apenas como uma adquirente pura”, disse nesta quarta-feira o presidente-executivo da Cielo, Paulo Caffarelli, em teleconferência com jornalistas sobre os resultados do quarto trimestre, o primeiro com crescimento do lucro desde que ele assumiu o comando da companhia, há pouco mais de dois anos.
Como resultado do foco em negócios de pequeno porte, nos quais tem maior oportunidade de lucrar com produtos de crédito, a Cielo viu seu lucro crescer 37% ano a ano, mesmo sem expandir seu faturamento, afetado pelos efeitos da pandemia da Covid-19.
A estratégia de ampliar produtos de financiamento deve crescer nos próximos meses, disse ele, após a Cielo ter recebido aval de seus controladores, Bradesco e Banco do Brasil (BBAS3.SA) para ter uma sociedade de crédito direto.
Com isso, após já ter dobrado o percentual dos clientes de sua base que demandaram antecipação de recebíveis ou outras modalidades empréstimo, para 33% no quarto trimestre, a Cielo pretende elevar esse nível para 40% até o fim de 2021.
Simultaneamente, a Cielo planeja se desfazer de mais ativos que não considera essenciais, embora Caffarelli tenha declinado mencionar quais, revelando apenas que vai se concentrar no seu negócio principal no Brasil.