“No Brasil, espera-se que o presidente Lula evite comentários sobre o fiscal, após anunciar três novas políticas de crédito na sexta-feira. Sua popularidade permanece baixa”, destaca Elson Gusmão, diretor de câmbio da Ourominas.
Lá fora, as commodities, que vinham ajudando o real, operam com sinais difusos. O petróleo tem leve alta, enquanto o minério de ferro cai em Dalian, na China.
Danilo Igliori, economista-chefe da Nomad, analisa: “A queda do minério de ferro exerceu pressão adicional sobre o dólar, mas essa tendência é atenuada pelos ingressos de fluxo comercial e pela expectativa de maiores exportações, especialmente da safra de soja. O elevado patamar da Selic – que encarece o carregamento de posições cambiais – ainda atua como limitador da valorização da moeda norte-americana.”
Igliori acerscenta: “No mercado futuro, o dólar para março se mantinha próximo de R$ 5,72 apesar do bom desempenho do Ibovespa, que se firma no patamar de 129 mil pontos, e a queda acentuada nos contratos de juros futuros.”
Na sexta-feira (14), o dólar fechou a semana cotado a R$ 5,69. Foi a primeira vez que a moeda americana encerrou um pregão abaixo de R$ 5,70 desde o início de novembro. O câmbio brasileiro se beneficiou de um pacote de fatores, incluindo alta das commodities, surpresas positivas com as tarifas de Donald Trump no exterior e certa euforia do mercado local com a pesquisa do Datafolha, que indicou queda da popularidade do presidente Lula (PT).