

O Ibovespa futuro abriu esta sexta-feira (28) em queda de 0,13%, aos 126.360 pontos. As atenções do mercado estão em nova ofensiva comercial de Donald Trump e dados de inflação dos Estados Unidos – veja aqui os principais assuntos do dia.
As bolsas de valores internacionais amanheceram com um novo desafio: a imposição de tarifas comerciais pelo presidente dos Estados Unidos.
Trump disse que as tarifas de 25% para importações do México e Canadá entram em vigor no dia 4 de março, prometeu impor mais 10% de tarifas à China (10%+10%) e ameaçou tarifar carros e outros produtos da União Europeia (UE) em 25%. Os líderes europeus, ameaçados pelas tarifas recíprocas previstas para 2 de abril, prometem retaliar. A China afirmou que tomará “todas as medidas necessárias”.
Com isso, a maioria das bolsas europeias cai nesta manhã, enquanto as bolsas na Ásia fecharam em forte baixa. Já os índices futuros de Nova York avançam, enquanto investidores aguardam dados mensais sobre a inflação dos EUA medida pelo índice de preços de gastos com consumo (PCE).
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A alta dos futuros de Nova York pode ajudar o principal índice da B3, que refletirá também balanços. Há expectativa também com o andamento da reforma ministerial após o carnaval.
O que fica no radar do Ibovespa futuro hoje
Dólar e juros: principais destaques
O último dia de fevereiro deve ser de cautela no mercado de câmbio brasileiro, principalmente pela proximidade do feriado de carnaval, que vai manter o os negócios paralisados por aqui, enquanto Trump e indicadores econômicos americanos poderão continuar a fazer preço no mundo. E hoje também é dia da tradicional disputa pela última Ptax (taxa de referência para as operações de câmbio no mercado financeiro) do mês, fator que pode trazer alguma volatilidade aos negócios.
O dólar hoje abriu em alta de 0,13%, a R$ 5,8363, após praticamente zerar as perdas do mês com a alta de 0,43% registrada na última sessão. O avanço do dólar em relação a outras moedas de países desenvolvidos também contribui para um viés de alta.
Em relação aos juros, a leve baixa dos rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) pode permitir um alívio, após a alta da véspera com risco fiscal, enquanto o dólar pode ficar mais volátil em dia de formação da Ptax do mês.
Commodities em queda: impacto para Vale e Petrobras
O petróleo recua, revertendo parte dos ganhos de mais de 2% de quinta-feira, em meio a expectativas de um possível acordo para encerrar a guerra na Ucrânia. No início da manhã desta sexta-feira, o barril do petróleo WTI para abril caía 0,89%, enquanto o do Brent para maio recuava 0,82%.
Entre as commodities hoje, o minério de ferro fechou em queda de 0,74%, cotado a 799,5 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 109,72 nos mercados de Dalian, na China.
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Os American Depositary Receipts (ADRs, recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas) da Vale (VALE3) recuavam 0,31% no pré-mercado de Nova York, por volta das 9h05 (de Brasília). Já os ADRs da Petrobras (PETR3; PETR4) cediam 0,22% no mesmo horário.
Esses e outros dados do dia ficam no radar de investidores e podem impactar as negociações na bolsa de valores brasileira, influenciando o índice Ibovespa futuro.
*Com informações de Paula Dias, Luciana Xavier e Maria Regina Silva, do Broadcast