Ainda na agenda econômica desta quinta-feira (6), os diretores do Banco Central (BC), Diogo Guillen (Política Econômica) e Paulo Picchetti (Assuntos Internacionais), participam das reuniões trimestrais com economistas, em São Paulo. O vice-presidente Geraldo Alckmin conversa por videoconferência com o secretário de Comércio dos Estados Unidos, Howard Lutnick, sobre as tarifas de Donald Trump.
Há também o Índice de Preços ao Consumidor – Semanal (IPC-S) de fevereiro e os leilões do Tesouro de Letras do Tesouro Nacional (LTN, títulos prefixados) e Nota do Tesouro Nacional série F (NTN-F, título de renda fixa).
Mercado financeiro hoje: os destaques do dia
O que esperar da decisão de juros do BCE?
Nas bolsas internacionais hoje, os futuros de Nova York acentuaram as perdas na última hora e caem mais de 1%, afetando também as bolsas europeias, que hoje vivem expectativa da decisão de juros do BCE.
Em meio ao impacto das tarifas de Trump, o BCE deve cortar hoje os juros mais uma vez, de 2,75% para 2,50%, diante do fraco desempenho da economia da região e da expectativa de que a inflação vá para perto da meta de 2% até o final do ano.
Na zona do euro, as vendas no varejo caíram 0,3% em janeiro ante dezembro, abaixo da previsão de estabilidade. No entanto, as bolsas asiáticas fecharam majoritariamente em alta, refletindo a expectativa de mais medidas de estímulo na China e após Trump adiar tarifas para certas montadoras.
Como as tarifas de Trump estão afetando o mercado financeiro?
A queda de 15,50% das ações da Marvell pesa no Nasdaq futuro. Como pano de fundo para a cautela, estão as tarifas impostas pelo presidente dos EUA, Donald Trump, a vários países e ameaças de tarifas que ainda virão. A ofensiva é a mais dura em mais de um século, desde a Grande Depressão, segundo o site Barrons.
Os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) longos ampliam valorização de quarta-feira (5). Já o dólar hoje tem sinais mistos ante moedas emergentes e ligadas a commodities, mas sobe ante o peso mexicano, a lira turca e o rand sul-africano.
Minério de ferro e petróleo: o impacto nas commodities
O petróleo opera em leve alta nesta quinta-feira, em um provável movimento de recuperação após acumular perdas por quatro sessões consecutivas. Às 8h03, o barril do petróleo WTI para abril subia 0,13%, enquanto o do Brent para maio avançava 0,08%.
Entre as commodities hoje, o minério de ferro fechou em queda de 0,45%, cotado a 773 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 106,58 nos mercados de Dalian, na China.
Os American Depositary Receipts (ADRs, recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas) da Vale (VALE3) recuavam 0,41% no pré-mercado de Nova York, por volta das 8h06 (de Brasília). Já os ADRs da Petrobras (PETR3; PETR4) cediam 0,23% no mesmo horário.
Expectativas para o Ibovespa hoje
O sinal negativo em Nova York deve afetar o apetite no Ibovespa hoje, em um dia de queda do minério de ferro e alta modesta do petróleo. O EWZ, principal fundo de índice (ETF, fundo de investimento negociado na Bolsa de Valores como se fosse uma ação) brasileiro negociado em Nova York, caía 0,33% no pré-mercado às 8h10.
As tarifas de Trump seguem no radar, mas o governo Lula decidiu não responder na quarta-feira à nova menção do presidente americano à cobrança de tarifas excessivas pelo Brasil e à ameaça de adoção de reciprocidade.
Na reunião desta quinta-feira, Alckmin deve falar com Lutnick sobre as tarifas anunciadas pelos EUA que devem afetar produtos brasileiros, em especial o aço e o alumínio, cuja sobretaxa já tem previsão de entrar em vigor na próxima quarta-feira (12). O etanol também está no radar do mercado financeiro hoje.
*Com informações do Broadcast