Em Londres, o FTSE 100 caiu 0,27%, fechando em 8.666,12 pontos. O DAX, de Frankfurt, recuou 0,77%, para 22.663,78 pontos, enquanto o CAC 40, de Paris, perdeu 0,51%, encerrando a sessão em 7.990,11 pontos. Em Madri, o Ibex 35 caiu a 0,02%, para 13.430,00 pontos, enquanto o PSI 20, de Lisboa, avançou levemente 0,18%, para 6.899,41 pontos. Já o FTSE MIB, de Milão, teve alta de 0,10%, fechando em
39.098,86 pontos. Os dados ainda são preliminares.
Trump também ameaçou impor tarifas ainda maiores caso a União Europeia e o Canadá coordenem esforços para “prejudicar” a economia americana. A medida pode elevar os preços médios dos veículos em até US$ 10 mil, segundo estimativas da Wedbush. Em volume, Porsche e Ferrari são as mais expostas às tarifas, enquanto o maior impacto nos lucros deve ser sentido pela Volvo Car, seguida por BMW e Mercedes, segundo Daniel Schwarz, da Stifel. A Volkswagen, por sua menor dependência do mercado norte-americano, deve ser menos afetada.
Para Schwarz, a capacidade das montadoras de repassar os custos aos consumidores será um fator determinante para os resultados financeiros, mas, na maioria dos casos, isso será improvável, podendo reduzir as margens de BMW e Mercedes em cerca de três pontos porcentuais no curto prazo.
O anúncio gerou reações na Europa. O presidente francês, Emmanuel Macron, afirmou que a União Europeia responderá com reciprocidade às tarifas americanas. O primeiro-ministro do Reino Unido, Keir Starmer, classificou as medidas como “muito preocupantes”. Entre as montadoras europeias, Stellantis recuou 4,1% em Milão, enquanto Mercedes-Benz, BMW, Porsche caíram 2,68%, 2,47%, 2,6%,
respectivamente.
O impacto das tarifas também gera preocupações no setor financeiro. O presidente do Banco Central da Letônia, Martins Kazaks, afirmou que o BCE pode reduzir ainda mais os custos de empréstimos, mas alertou para a elevada incerteza gerada pelo novo cenário comercial. Já François Villeroy de Galhau, presidente do BC da França, destacou que os gastos com defesa estão pressionando os custos de financiamento de longo prazo e apertando as condições financeiras na zona do euro.
*Com informações da Dow Jones Newswires