A equipe de análise liderada por Eduardo Rosman elegeu a Caixa Seguridade como ação “top pick” no setor de seguros. Além do forte desempenho do papel nos últimos meses, considera que o prêmio entre a ação da holding da Caixa e a do Banco do Brasil pode ser de cerca de 25% a 30%, contra os 13,5% atuais, se considerados os múltiplos entre preço e lucro.
“O forte efeito carrego do lucro da Caixa Seguridade, a menor volatilidade na sinistralidade e o crescimento dos resultados operacionais potencialmente maior entre os anos de 2025 e 2027 dão ainda mais suporte à tese de que negociaria a um prêmio”, dizem os profissionais, em relatório enviado a clientes.
Na visão do BTG, a Caixa Seguridade é ainda mais “rentável e resiliente” do que se esperava, com um 2024 sólido mesmo com a piora do cenário macroeconômico no segundo semestre do ano. “Além disso, sua diversificação entre segmentos permite que a empresa fique praticamente imune às flutuações dos juros”, diz o banco.
A mesma resiliência se verifica na sensibilidade da companhia ao ritmo do crédito imobiliário da Caixa. Como o produto tem um efeito composto, com os contratos antigos “se empilhando” e gerando prêmios enquanto estão vigentes, o crescimento tende a ser menos sensível ao da carteira da Caixa.
No caso da BB Seguridade (BBSE3), o BTG considera que o papel dependerá cada vez mais da negociação do acordo de distribuição com o Banco do Brasil, mas ao mesmo tempo, pondera que esse desenvolvimento não deve acontecer agora. O acordo entre o banco e a holding vence somente em 2033. “Continuamos construtivos com a ação, mas vemos mais espaço para que a Caixa Seguridade (CXSE3) suba neste momento.”