

O UBS BB elevou o preço-alvo das ações da Stone (STOC34) de US$ 12,50 para US$ 15, 31,7% acima do fechamento da última quinta-feira (3). Também subiu o preço-alvo para os papéis do PagBank (PAGS34), de US$ 11 para US$ 12, 41,2% acima do registrado no final do pregão da véspera. As recomendações para ambos os papéis foram mantidas em compra.
Após a publicação dos resultados de 2024 das duas companhias e das projeções corporativas (guidances) de ambas, o banco fez um exercício para estimar o retorno que os papéis devem dar aos acionistas até o ano que vem. No caso da Stone, se mantido o mesmo múltiplo entre preço e lucro visto hoje, o retorno implícito pode atingir 50%; no do PagBank, cerca de 30%.
A equipe liderada pelo analista Kaio Prato fez os cálculos considerando o crescimento de lucro esperado para o período, um “múltiplo de saída” para o investidor e a distribuição de capital esperada. Neste caso, a Stone sai na frente devido às perspectivas de um retorno de capital mais robusto aos acionistas, via recompra e outros instrumentos.
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“Em dezembro de 2024, a Stone tinha um excesso de capital de mais de R$ 3 bilhões, já líquido dos R$ 1,6 bilhão distribuídos através dos programas de recompra executados nos últimos meses”, afirma o banco. “Estimamos uma distribuição de 85% [do excesso] até o final de 2026.”
No caso do PagBank, o UBS BB destaca que a empresa prefere realizar recompras de ações a pagar dividendos. Um programa de recompra foi concluído em agosto do ano passado, data em que outro foi aberto. Metade deste segundo programa já foi executada.
Os analistas também afirmam que as duas empresas têm reajustado preços diante da alta da Selic, e destacam a mudança na estrutura de financiamento de crédito da Stone como um ponto positivo.
A empresa passará a utilizar os depósitos feitos pelos clientes em suas contas para financiar atividades de crédito, pagando a eles um rendimento de até 100% do CDI. “De acordo com nossos cálculos, o impacto líquido no lucro antes de impostos deve ser positivo, com a companhia substituindo um custo próximo de 110% do CDI por um produto de investimento com quase nenhum rendimento (pelo menos no começo).”
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A cada R$ 1 bilhão em financiamento transferidos do modelo atual para o novo, o impacto no lucro antes de impostos deve ser de cerca de R$ 20 milhões, de acordo com cálculos dos analistas.
Mesmo se mantidos os múltiplos atuais, as duas ações teriam um desconto de 60% em relação aos pares globais e americanos, contra uma média de 30% nos últimos três anos.