Na New York Mercantile Exchange (Nymex), o contrato de petróleo WTI para maio subiu 4,65% (US$ 2,77), fechando a US$ 62,35 o barril. O Brent para junho, negociado na Intercontinental Exchange (ICE), avançou 4,23% (US$ 2,66), alcançando US$ 65,48 o barril.
O mercado financeiro deu uma guinada no meio da tarde, após a pausa das tarifas recíprocas, mesmo com o anúncio de majoração da sobretaxa para a China a 125%. Mais cedo, o petróleo seguia punido pela expectativa de erosão da demanda em meio ao cenário incerto para crescimento.
“Ainda há muitos fatores em movimento neste momento e, por ora, mantemos nossa projeção de fim de ano em US$ 70 por barril para o Brent”, afirmou David Oxley, economista-chefe de Clima e Commodities da Capital Economics, em comentários que antecederam a pausa das tarifas recíprocas hoje.
As crescentes tensões comerciais entre os EUA e a China aumentaram os temores de uma possível recessão, que pesaria sobre a demanda por combustíveis, avalia em nota George Pavel, da Naga.com. No entanto, a queda nos preços do petróleo pode levar a uma redução na produção por parte dos produtores de xisto nos EUA, “particularmente porque o aumento dos custos de produção – agravado pelas tarifas sobre aço e equipamentos – ameaça a lucratividade”, acrescenta.