Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad, destaca que as incertezas em relação à tarifas estão levando investidores para ativos mais seguros; por isso, o real não consegue acompanhar todo o movimento de queda do dólar no exterior. “Apesar de o dólar se enfraquecer globalmente – com o índice DXY recuando ao menor patamar desde julho de 2023 –, o real não conseguiu se beneficiar do movimento. Dentro deste contexto de incertezas, observa-se um fluxo internacional direcionado principalmente às moedas de países desenvolvidos, como o euro e o iene, enquanto divisas emergentes recebem menor atenção dos investidores, limitando uma valorização mais significativa do real”, explica.
Além dos novos desdobramentos da guerra comercial entre EUA e China, investidores brasileiros do dólar monitoram a divulgação do Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de março. A inflação no mês ficou em 0,56% ante uma elevação de 1,31% em fevereiro. Ainda assim, o resultado ficou acima das estimativas; é o maior patamar para um mês de março em 22 anos.