• Logo Estadão
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Assine estadão Cavalo
entrar Avatar
Logo Estadão
Assine
  • Últimas notícias
  • opinião
  • política
  • economia
  • Estadão Verifica
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Direto da Faria Lima
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
Logo E-Investidor
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Direto da Faria Lima
  • Negócios
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Análises Ágora
  • Newsletter
  • Guias Gratuitos
  • Colunistas
  • Vídeos
  • Áudios
  • Estadão

Publicidade

Educação Financeira

Dólar a R$ 6 desafia o porto seguro do CDI? Veja como proteger seu dinheiro

Com a guerra comercial de Trump, câmbio valorizou forte em questão de dias. CDI protege mesmo?

Por Leo Guimarães
Editado por Geovana Pagel

16/04/2025 | 3:00 Atualização: 15/04/2025 | 20:55

Poucos investidores observam o valor do próprio dinheiro, alerta Ray Dalio.  Foto: AdobeStock
Poucos investidores observam o valor do próprio dinheiro, alerta Ray Dalio. Foto: AdobeStock

A maioria dos investidores presta atenção apenas em observar se os seus ativos estão subindo ou caindo, mas poucos observam o valor do próprio dinheiro, escreve o investidor Ray Dalio em seu livro “Princípios para a ordem mundial em transformação: Por que as nações prosperam e fracassam”. A observação de Dalio refere-se aos riscos da desvalorização e perda de status do dólar como moeda de reserva global, mas o alerta também se aplica para quem investe em real. Será que os juros brasileiros conseguem manter realmente o poder de compra?

Leia mais:
  • Com tarifaço de Trump, renda fixa ganha força; veja dicas para investir em CDBs
  • Tensão com Trump põe renda fixa no radar; veja os riscos dos CDBs promocionais
Newsletter

Não perca as nossas newsletters!

Selecione a(s) news(s) que deseja receber:

Estou de acordo com a Política de Privacidade do Estadão, com a Política de Privacidade da Ágora e com os Termos de Uso.

CONTINUA APÓS A PUBLICIDADE

  • Dólar perde força no mundo: entenda os impactos nos investimentos e o que fazer agora

A questão ganha mais relevância em momentos de crise, como a vivenciada pelos mercados nas últimas semanas, com a guerra comercial de Donald Trump. No Brasil, o rebate aconteceu no câmbio, com a moeda norte-americana se valorizando fortemente frente ao real, numa alta de mais de 6,5% em questão de dias, quando o dólar fechou a R$ 5,99 na terça 8 de abril, auge da volatilidade.

Nos últimos 15 anos, pelo menos, os juros brasileiros expressos no CDI pago aos investidores conseguiram bater a valorização do dólar. Contudo, os especialistas dizem que essa vantagem não é suficiente para garantir totalmente o poder de compra ao longo do tempo. “Em momentos de crise, por exemplo, o CDI costuma perder para a inflação”, comenta a estrategista de investimentos da XP, Rachel de Sá. Em períodos extremos, como a pandemia de 2020, ou a crise fiscal de 2015-16, o CDI ficou abaixo da inflação, lembra ela. “Consequentemente, o real se desvalorizou.”

Mesmo hoje, com a Selic em trajetória de alta e previsão de atingir 15,5% ao ano, segundo a XP, Rachel projeta que o real deve continuar se depreciando até o fim de 2025, com dólar atingindo R$ 6. De acordo com ela, a piora nas contas externas, aumento do custo de importações e fragilidade fiscal interna formam um ambiente fértil para fuga de capital e perda de valor do real.

CDI superou o dólar, mas é sempre uma proteção eficaz?

Guilherme Almeida, head de renda fixa da Suno Research, diz que confiar cegamente no CDI como escudo contra o câmbio é uma estratégia arriscada. “O CDI pode até superar o dólar em determinados períodos, quando os juros reais estão altos e o real está relativamente estável. Mas em momentos de desvalorização rápida da moeda, como no fim de 2024, ele não é suficiente para proteger o patrimônio em moeda forte”, explica. No final do ano passado o real chegou a acumular perdas superiores a 21% frente ao dólar devido às dificuldades do governo em comunicar um pacote de ajuste fiscal convincente.

Publicidade

Conteúdos e análises exclusivas para ajudar você a investir. Faça seu cadastro na Ágora Investimentos

Almeida argumenta que o câmbio funciona como um “passeio aleatório”, pois é imprevisível e sensível a variáveis domésticas e globais. E esse passeio em anos eleitorais, como será 2026, aumenta a imprevisibilidade. “A percepção de risco aumenta, governos adotam medidas populistas, há pressão inflacionária e o dólar sobe. Podemos ver a moeda americana em R$ 6 ou mais até a eleição, mesmo com o CDI em dois dígitos”, afirma.

Henrique Barros, sócio-fundador da assessoria Invés, com base em dados da Quantum Axis, aponta que o dólar valorizou 83,5% frente ao real nos últimos 10 anos e 226% nos últimos 15 anos. Quem estava investido em CDI, por outro lado, conseguiu manter –  e até aumentar – o poder de compra em dólar, com valorizações de 142,6% e 288,8% no mesmo período. Mas ele argumenta que, mesmo com o CDI acumulando rentabilidade superior à do dólar nos últimos 10 e 15 anos, não significa que o investidor esteja blindado contra a perda de poder de compra internacional.

Rentabilidade acumulada
Período Dólar (%) CDI (%) IPCA (%)
Últimos 10 anos 83,5 142,6 71,9
Últimos 15 anos 226,4 288,8 135,4
Fonte: Quantum Axis

O ponto central, segundo Barros, é que o CDI reage ao câmbio com atraso. O Banco Central só aumenta a taxa de juros depois que a inflação já começou a subir, o que pode significar perda de poder de compra no curto prazo, principalmente em crises abruptas, como a vista nos últimos dias.

Em dólar, o CDI rendeu 23% nos últimos 10 anos, mostra a fintech Nomad, que recentemente lançou o seu índice de diversificação internacional (Indi). Entregou mais que o Ibovespa em dólar no período (10%) e na mesma proporção da renda fixa americana (23%) – expressa em Floating Rate Notes (FRN). Os juros brasileiro, no entanto, perderam feio para o Nasdaq, que na última década entregou mais de 378% de retorno, numa volatilidade muito similar ao CDI dolarizado.

Publicidade

“A fama do CDI como investimento ‘imbatível’ no Brasil vem de seu histórico de altos retornos com baixa volatilidade. Mas em janelas recentes, de 5 a 10 anos, a realidade mostra-se diferente”, diz Bruno Shahini, especialista em investimentos da Nomad.  Ele aponta que na janela de 2014 a 2024, marcada por forte desvalorização do real, o CDI teve desempenho tímido quando convertido em dólares. “Embora o investidor tenha percebido um crescimento nominal de seu patrimônio em reais, o rendimento do CDI não foi suficiente para compensar a desvalorização cambial entre o real e o dólar.”

Perda do poder de compra em dólar

O especialista da Invés cita o efeito imediato da desvalorização do real, com produtos importados subindo de preço e pressionando o IPCA, que acumulou 71,9% em 10 anos e 135,4% em 15. “Eletrônicos, combustíveis e matérias-primas industriais ficam mais caros. E mesmo produtos nacionais sofrem, porque muitas matérias-primas são importadas”, diz. O petróleo é o exemplo mais claro, cotado em dólar, influencia diretamente o custo dos combustíveis, energia elétrica.

A perda de poder de compra, portanto, não ocorre apenas quando se viaja e se paga mais caro no exterior, ou quando se importam bens duráveis. Rachel de Sá lembra que cerca de 20% da cesta de consumo medida pelo IPCA é fortemente influenciada pela taxa de câmbio – e isso inclui alimentos do dia a dia, como farinha e leite. “O brasileiro subestima o quanto o dólar afeta sua inflação e seu custo de vida. E é por isso que uma parcela dolarizada do patrimônio ajuda a proteger o bolso”, diz.

Portanto, até para o investidor conservador que concentra a carteira em produtos atrelados ao CDI, é importante diversificar em ativos atrelados ao dólar, mesmo com juros altos. A especialista da XP cita produtos como BDRs, ETFs e fundos internacionais como caminhos viáveis e acessíveis.

Publicidade

Diversificação não é opcional, é essencial, defende Guilherme da Suno. “Investir nunca deve ser um trade-off (renunciar uma escolha). Você não escolhe CDI ou outra coisa. Você compõe um portfólio que mistura indexadores e ativos diferentes para suavizar riscos e capturar oportunidades”, explica o especialista. Ele lembra ainda que o CDI de hoje é a resposta à inflação de ontem. “Isso não significa rentabilidade real alta necessariamente. O juro só está elevado porque a inflação também está. E o CDI pode cair rápido, como vimos em 2020, quando ficou em torno de 2%.”

Encontrou algum erro? Entre em contato

Compartilhe:
  • Link copiado
Tudo Sobre
  • Certificados de Depósitos Interbancários (CDI)
  • Conteúdo E-Investidor
  • desvalorização
  • Diversificação
  • Dolar
  • Poder de compra
  • Real
Cotações
18/01/2026 1h21 (delay 15min)
Câmbio
18/01/2026 1h21 (delay 15min)

Publicidade

Mais lidas

  • 1

    Até voos de helicóptero: o que os bancos ofertam em cartão para altíssima renda

  • 2

    Ações para dividendos em 2026: as mais citadas nas carteiras e o porquê

  • 3

    8 ações de setores perenes para enfrentar um 2026 de juros, eleições e mudanças tributárias – e ganhar bons dividendos

  • 4

    Endividamento das famílias cresce em ano eleitoral; veja como organizar o orçamento

  • 5

    Ibovespa hoje fecha em queda e perde os 165 mil pontos com temor de Selic elevada por mais tempo

Publicidade

Webstories

Veja mais
Imagem principal sobre o FGC paga credores do Master e alerta para o prazo de ressarcimento; cuidado com os golpes
Logo E-Investidor
FGC paga credores do Master e alerta para o prazo de ressarcimento; cuidado com os golpes
Imagem principal sobre o Benefício Variável Familiar: como sacar o valor do benefício?
Logo E-Investidor
Benefício Variável Familiar: como sacar o valor do benefício?
Imagem principal sobre o Este benefício acrescenta R$ 50 no valor do Bolsa Família
Logo E-Investidor
Este benefício acrescenta R$ 50 no valor do Bolsa Família
Imagem principal sobre o FGTS: caso o titular tenha falecido, seus dependentes podem sacar o saldo retido?
Logo E-Investidor
FGTS: caso o titular tenha falecido, seus dependentes podem sacar o saldo retido?
Imagem principal sobre o Aposentadoria tem novo valor mínimo de pagamento pelo INSS em 2026
Logo E-Investidor
Aposentadoria tem novo valor mínimo de pagamento pelo INSS em 2026
Imagem principal sobre o Mudou de endereço? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Logo E-Investidor
Mudou de endereço? Saiba se você precisa atualizar o CadÚnico para não perder o Bolsa Família
Imagem principal sobre o VIP, helicópteros e seguro de R$ 1 milhão: o que você ganha dos bancos sendo rico?
Logo E-Investidor
VIP, helicópteros e seguro de R$ 1 milhão: o que você ganha dos bancos sendo rico?
Imagem principal sobre o Após realizar o saque do saldo retido do FGTS, o trabalhador retorna ao saque-rescisão?
Logo E-Investidor
Após realizar o saque do saldo retido do FGTS, o trabalhador retorna ao saque-rescisão?
Últimas: Educação Financeira
CDBs do Master: é preciso declarar imposto de renda sobre recebimentos do FGC?
Educação Financeira
CDBs do Master: é preciso declarar imposto de renda sobre recebimentos do FGC?

Quando pagos, valores já vão cair na conta com o desconto devido; alíquotas vão de 22,5% a 15% a depender do prazo do investimento

17/01/2026 | 10h29 | Por Luíza Lanza
5 cursos gratuitos da B3 para você organizar as finanças e investir melhor em 2026
Educação Financeira
5 cursos gratuitos da B3 para você organizar as finanças e investir melhor em 2026

Plataforma de educação financeira oferece aulas online com certificado, que vão do controle do orçamento aos primeiros passos em investimentos

17/01/2026 | 06h00 | Por Camilly Rosaboni
Endividamento das famílias cresce em ano eleitoral; veja como organizar o orçamento
Educação Financeira
Endividamento das famílias cresce em ano eleitoral; veja como organizar o orçamento

Juros altos e ano eleitoral pressionam o orçamento. Confira 10 dicas para organizar as finanças

17/01/2026 | 05h30 | Por Leo Guimarães
CadÚnico Pé-de-Meia 2026: como evitar atraso no pagamento e garantir o benefício
Educação Financeira
CadÚnico Pé-de-Meia 2026: como evitar atraso no pagamento e garantir o benefício

Estudantes da rede pública ainda recebem parcelas do programa até março; dados desatualizados no CadÚnico podem impedir o crédito do benefício

16/01/2026 | 10h46 | Por Camilly Rosaboni

X

Publicidade

Logo E-Investidor
Newsletters
  • Logo do facebook
  • Logo do instagram
  • Logo do youtube
  • Logo do linkedin
Notícias
  • Últimas Notícias
  • Mercado
  • Investimentos
  • Educação Financeira
  • Criptomoedas
  • Comportamento
  • Negócios
  • Materias gratuitos
E-Investidor
  • Expediente
  • Fale com a redação
  • Termos de uso
Institucional
  • Estadão
  • Ágora Investimentos
Newsletters Materias gratuitos
Estadão
  • Facebook
  • Twitter
  • Instagram
  • Youtube

INSTITUCIONAL

  • Código de ética
  • Politica anticorrupção
  • Curso de jornalismo
  • Demonstrações Contábeis
  • Termo de uso

ATENDIMENTO

  • Correções
  • Portal do assinante
  • Fale conosco
  • Trabalhe conosco
Assine Estadão Newsletters
  • Paladar
  • Jornal do Carro
  • Recomenda
  • Imóveis
  • Mobilidade
  • Estradão
  • BlueStudio
  • Estadão R.I.

Copyright © 1995 - 2026 Grupo Estado

notification icon

Invista em informação

As notícias mais importantes sobre mercado, investimentos e finanças pessoais direto no seu navegador