

O pregão foi de queda mais forte nos mercados externos, especialmente em Nova York. Mais cedo, a maioria das bolsas da Europa já havia fechado em baixa, mas com movimento mais contido, diante do dado melhor que o esperado de confiança do consumidor da Alemanha. À tarde, porém, o clima piorou para os negócios, após mais um movimento de alta dos treasuries americanos, indicando uma preocupação dos investidores com o cenário inflacionário.
Em reação, os índices de Nova York tiveram perdas mais fortes, com o índice Nasdaq recuando mais de 3%, e acabaram contaminando os negócios no Brasil. Por aqui, as incertezas quanto ao avanço da agenda de reformas, em especial a PEC Emergencial, acabaram pesando sobre os negócios. Como reflexo, o dólar encerrou com alta de 1,72%, aos R$ 5,51 e a curva de juros teve acumulo de prêmios ao longo de toda a curva. Na bolsa, o Ibovespa fechou em queda de 2,95%, aos 112.256 pontos e giro financeiro de R$ 45,5 bilhões.
Como se não bastasse a pressão na curva de juros, o resultado do IGP-M de fevereiro (2,53%) acima
do previsto, reforçou a preocupação com a trajetória de inflação. Hoje à noite ainda estão previstos os balanços da BRF, Ecorodovias, Vale e outros. Na agenda econômica local de amanhã, saem os dados da Pnad Contínua pelo IBGE. Nos EUA, serão conhecidos os dados de renda e gastos pessoais, bem como o índice de confiança do consumidor.
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