A solicitação de voto múltiplo, informou a Eletrobras no documento, foi feita por acionistas que, juntos, têm mais de 5% de participação, o mínimo necessário para deflagrar o formato.
De fato, conforme o mapa de voto a distância, divulgado nesta segunda-feira (28), 260,84 milhões de votos foram favoráveis ao voto múltiplo e 117,42 milhões foram contrários. Outros 238,9 milhões optaram por abstenção ou voto em branco na matéria. O total de votos válidos (acionistas privados) é de 1,04 bilhão, visto que o governo não vota para isso. A escolha pelo voto múltiplo, portanto, foi feita por cerca de 25% dos votantes remotos, bem mais que o mínimo necessário. Esse número ainda pode aumentar amanhã, durante a assembleia.
No cenário de aprovação do termo de conciliação com a União, o mais provável, como mostrou o Broadcast, sete cadeiras do conselho estarão em disputa por indicados de acionistas privados com mais de 0,5% do capital acionário. As três restantes ficam reservadas para indicação em separado para o conselho.
O processo tem sido marcado por intensa disputa nos bastidores entre a administração, que indicou uma lista de candidatos, e outros postulantes que tentam se eleger por fora, entre eles o advogado e atual conselheiro Marcelo Gasparino.