Ainda na agenda econômica hoje, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, e o presidente do Banco Central (BC), Gabriel Galípolo, se reúnem com a agência Moody’s para tratar das perspectivas econômicas do Brasil na abertura da missão de avaliação de risco soberano da agência.
Os balanços corporativos de B3 (B3SA3), CSN (CSNA3), CSN Mineração (CMIN3), Itaú (ITUB4), Localiza (RENT3), Rumo (RAIL3), Suzano (SUZB3), Totvs (TOTS3) e Enel (Itália) saem após o fechamento dos mercados – veja aqui o calendário de balanços desta semana. O Bradesco divulgou seus resultados do primeiro trimestre de 2025 ontem.
A agenda desta quinta-feira traz no cenário internacional a decisão de juros do Banco da Inglaterra (BoE). Nos EUA, saem os pedidos semanais de auxílio-desemprego, custo unitário de mão de obra e estoques no atacado de março.
O Tesouro faz leilões de Letras do Tesouro Nacional (LTN, títulos prefixados) e Nota do Tesouro Nacional série F (NTN-F, título de renda fixa).
O que esperar do mercado financeiro nesta quinta-feira
Acordo de Trump com Reino Unido e impacto nos mercados globais
Os mercados internacionais operam com bom humor nesta quinta-feira, refletindo o otimismo com a possível assinatura de um acordo comercial dos EUA com o Reino Unido.
O sentimento positivo também é impulsionado pela decisão do Federal Reserve (Fed, o banco central americano) de manter os juros inalterados. O presidente da instituição, Jerome Powell, afirmou que o banco central americano está “em boa posição para esperar antes de alterar juros” e que as críticas de Donald Trump não influenciam o trabalho da autoridade monetária.
As bolsas europeias e os índices futuros de Nova York sobem, enquanto os rendimentos dos Treasuries (títulos da dívida estadunidense) e o dólar hoje avançam. Na Alemanha, a produção industrial subiu 3% em março, muito acima da expectativa (+0,8%).
No radar, estão ainda dados sobre custo de mão de obra nos EUA, um leilão de T-bonds (títulos de dívida pública dos EUA, semelhantes ao Tesouro Direto brasileiro) e a decisão do banco central da Inglaterra, que cortou juros a 4,25%. EUA e China terão negociações tarifárias no sábado, em Genebra, após sinal verde de Pequim.
Selic chega ao maior nível desde 2006
O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu nesta quarta-feira (7) elevar a taxa básica de juros, a Selic, para 14,75% ao ano – o maior nível desde agosto de 2006. O ciclo de alta iniciado em setembro já soma 425 pontos-base. No comunicado, o BC evitou sinalizar próximos passos.
A escalada tem como pano de fundo a persistência da inflação e a pressão cambial, dois elementos que têm colocado obstáculos ao consumo das famílias brasileiras e à recuperação da atividade econômica. Saiba mais sobre a nova Selic nesta reportagem.
O mercado deve ajustar apostas para manutenção da taxa em junho e postergar o início dos cortes, o que pode provocar inclinação na curva de juros futuros. A meta de inflação é 3%, mas o Boletim Focus projeta um Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA) de 5,5% em 2025. “O ciclo de aperto monetário praticamente acabou, mas o comunicado só não quis dizer isso com todas as letras”, diz o jornalista Fabio Alves em sua coluna.
Commodities hoje: petróleo sobe, minério de ferro recua
O petróleo opera em alta, revertendo parte das perdas de quarta-feira (7). No início da manhã, o barril do petróleo WTI para junho subia 1,46%, enquanto o do Brent para julho avançava 1,36%.
Entre as commodities hoje, o minério de ferro fechou em queda de 2,73%, cotado a 693,5 yuans por tonelada, o equivalente a US$ 96,08 em Dalian na China.
Os American Depositary Receipts (ADRs, recibos que permitem que investidores consigam comprar nos EUA ações de empresas não americanas) da Vale (VALE3) recuavam 0,11% no pré-mercado de Nova York nesta manhã. Já os ADRs da Petrobras (PETR3; PETR4) subiam 0,53%.
Como o Ibovespa deve reagir à nova Selic e ao cenário externo
Os mercados repercutem a decisão do Copom, amplamente esperada, de elevar a Selic em 50 pontos-base, para 14,75% ao ano. O sinal positivo em NY e a alta de mais de 1% do petróleo tendem a dar fôlego ao Ibovespa hoje.
O mercado financeiro hoje também repercute os balanços corporativos, como o do Bradesco (BBDC3; BBDC4) – veja aqui.
* Com informações do Broadcast